{"id":144149,"date":"2024-11-14T09:22:49","date_gmt":"2024-11-14T08:22:49","guid":{"rendered":"https:\/\/llyc.global\/?p=144149"},"modified":"2024-11-14T09:22:57","modified_gmt":"2024-11-14T08:22:57","slug":"entrevista-com-martin-baron","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llyc.global\/pt-br\/ideas\/uno\/entrevista-com-martin-baron\/","title":{"rendered":"Entrevista com Martin Baron"},"content":{"rendered":"<p>Martin Baron \u00e9 um dos jornalistas norte-americanos mais respeitados da sua gera\u00e7\u00e3o. Foi diretor do <em>Miami Herald<\/em>, do <em>The Boston Glob<\/em>e e, durante quase uma d\u00e9cada, do <em>The Washington Post<\/em>. Em todos eles demonstrou um grande talento para obter exclusivas que transformaram o panorama pol\u00edtico e social do seu pa\u00eds. Mas, al\u00e9m disso, Baron teve que liderar a transforma\u00e7\u00e3o desses jornais em meios digitais e a busca por rentabilidade em um momento em que os jornalistas tradicionais relutavam em abandonar o papel e os propriet\u00e1rios e diretores n\u00e3o tinham clareza sobre qual seria o modelo de neg\u00f3cio no m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>Como se isso fosse pouco, nos seus anos \u00e0 frente do <em>The Washington Post<\/em>, que em 2014 foi comprado por Jeff Bezos, propriet\u00e1rio da Amazon, Baron teve que levar informa\u00e7\u00e3o a uma sociedade norte-americana que se polarizava politicamente a um n\u00edvel com poucos precedentes. Baron contou a sua experi\u00eancia em um livro: <em>Collision of Power. Trump, Bezos, and The Washington Post<\/em> [sem edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas. <em>Colis\u00e3o de Poder: Trump, Bezos e The Washington Post<\/em>, em tradu\u00e7\u00e3o livre]. Conversamos sobre tudo isso pelo Zoom.<\/p>\n<p><strong>P<\/strong>. Boa parte da sua carreira de jornalista teve a ver com a adapta\u00e7\u00e3o de jornais ao novo meio digital e com a redu\u00e7\u00e3o de or\u00e7amentos. Agora que o modelo de assinatura se universalizou e muitos meios de comunica\u00e7\u00e3o voltaram a ganhar dinheiro, gostaria de perguntar se esse longo per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o terminou.<\/p>\n<p><strong>R<\/strong>. N\u00e3o. Acredito que teremos que reavaliar o nosso modelo de neg\u00f3cio a cada seis anos. Talvez menos. H\u00e1 dois anos ningu\u00e9m falava de intelig\u00eancia artificial (IA) generativa. E agora s\u00f3 se fala sobre isso. N\u00e3o apenas sobre o seu profundo impacto na sociedade como um todo, mas tamb\u00e9m na profiss\u00e3o de jornalista e no nosso modelo de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, pensamos que a tecnologia simplesmente avan\u00e7a em um ritmo acelerado e a \u00fanica coisa que devemos fazer \u00e9 nos adaptarmos a ela. Mas \u00e9 preciso ir al\u00e9m. \u00c9 preciso abra\u00e7\u00e1-la e repensar como organizamos e transmitimos a informa\u00e7\u00e3o, que tipos de narrativas funcionam e prestar muita aten\u00e7\u00e3o em como as pessoas desejam consumir informa\u00e7\u00e3o, algo que muda constantemente. Diante dessas reinven\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas, n\u00f3s jornalistas temos que nos sentir confort\u00e1veis no desconfort\u00e1vel. Esse vai ser um estado permanente.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h5>Teremos que reavaliar o nosso modelo de neg\u00f3cio a cada seis anos. Talvez menos. H\u00e1 dois anos ningu\u00e9m falava de IA generativa. E agora s\u00f3 se fala sobre isso<\/h5>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>P<\/strong>. Os jornalistas se adaptaram a essas mudan\u00e7as?<\/p>\n<p><strong>R<\/strong>. N\u00f3s sabemos obter informa\u00e7\u00f5es. E atualmente se contrata mais pessoas com certas aptid\u00f5es t\u00e9cnicas, que s\u00e3o capazes de avaliar e entender o que est\u00e1 acontecendo na internet, sobretudo nas redes sociais ou na forma como a IA \u00e9 utilizada. Que detectam e analisam o que est\u00e1 acontecendo e entendem os dados. Agora precisamos dessas aptid\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma de contar hist\u00f3rias, existe uma tend\u00eancia na nossa profiss\u00e3o de prestar mais aten\u00e7\u00e3o em como se fazia isso no passado do que em como isso deveria ser feito agora. E o que deveria ser feito agora muda constantemente porque a forma como as pessoas consomem not\u00edcias e informa\u00e7\u00e3o de uma maneira geral est\u00e1 mudando a todo momento. E isso requer uma mudan\u00e7a de atitude por parte dos jornalistas, que resistem a mudar. \u00c9 muito perturbador ter que mudar a forma como fazemos as coisas a cada seis anos ou menos. Mas infelizmente \u00e9 assim. Agora estamos muito mais parecidos com a ind\u00fastria de tecnologia.<\/p>\n<p><strong>P<\/strong>. Tamb\u00e9m estamos mais parecidos na utiliza\u00e7\u00e3o das m\u00e9tricas.<\/p>\n<p><strong>R<\/strong>. \u00c9 algo fundamental no nosso neg\u00f3cio. E isso significa n\u00e3o apenas fazer um produto, mas manter uma rela\u00e7\u00e3o com os leitores. Isso nos levou a querer entender como as pessoas desejam receber informa\u00e7\u00e3o e a usar m\u00e9tricas para ver se elas estavam satisfeitas ou insatisfeitas. O que elas querem? Como poder\u00edamos oferecer isso de uma maneira melhor?<\/p>\n<p><strong>P<\/strong>. Isso era importante no que diz respeito ao neg\u00f3cio. Que os leitores se transformassem na principal fonte de financiamento do jornal, acima da publicidade.<\/p>\n<p><strong>R<\/strong>. N\u00e3o sei se a principal, mas com certeza devem ser uma fonte de financiamento muito importante, muito maior do que obviamente foram no passado, quando n\u00e3o t\u00ednhamos assinantes. Acredito que os jornais v\u00e3o continuar dependendo de publicidade e de eventos, e talvez de outras fontes de renda, mas acredito que os leitores dever\u00e3o estar no centro.<\/p>\n<p>O Facebook est\u00e1 tirando relev\u00e2ncia das not\u00edcias. Antes essa rede era uma fonte importante de tr\u00e1fego, mas atualmente representa muito pouco. E agora que os resultados das buscas est\u00e3o sendo substitu\u00eddos pelas respostas de IA generativa, o Google tamb\u00e9m vai gerar muito menos tr\u00e1fego para os meios de comunica\u00e7\u00e3o. E, com certeza, o X tamb\u00e9m \u00e9 uma fonte muito pequena de tr\u00e1fego. Ent\u00e3o, as organiza\u00e7\u00f5es de not\u00edcias v\u00e3o ter que desenvolver uma rela\u00e7\u00e3o direta com os leitores, e o ideal seria que eles pagassem pela informa\u00e7\u00e3o como se fazia antes. E que se desenvolvesse, como antes, uma rela\u00e7\u00e3o direta com os leitores.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h5>A m\u00eddia vai ter que desenvolver uma rela\u00e7\u00e3o direta com os leitores, e o ideal seria que eles pagassem pela informa\u00e7\u00e3o como se fazia antes. E que fosse desenvolvida uma rela\u00e7\u00e3o direta<\/h5>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>P<\/strong>. Al\u00e9m da transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, os meios de comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m perderam credibilidade. Isso se deve ao fato de que muitas pessoas os consideram parciais, que s\u00e3o movidos pela ideologia ou outros interesses?<\/p>\n<p><strong>R<\/strong>. Existem ra\u00edzes mais profundas do que a parcialidade e isso tem a ver com o desenvolvimento da internet. Agora, qualquer um pode criar um meio de comunica\u00e7\u00e3o. Qualquer um pode ser apresentador ou podcaster. As barreiras de entrada s\u00e3o essencialmente nulas. E, muitas vezes, as pessoas v\u00e3o a lugares que encontram nas redes e que confirmam o seu ponto de vista pr\u00e9-existente. E, em alguns casos, eles podem incluir teorias da conspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora, sempre \u00e9 poss\u00edvel encontrar algu\u00e9m que afirma que existe uma conspira\u00e7\u00e3o. Algu\u00e9m que, por raz\u00f5es pessoais, pol\u00edticas ou comerciais, difunde informa\u00e7\u00e3o falsa deliberadamente. No passado n\u00e3o era assim. Atualmente, o desafio dos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 diferenciar-se dos outros. Deixar claro que o ponto central da nossa exist\u00eancia \u00e9 o processo de verifica\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, que temos uma equipe que faz isso e se comporta profissionalmente, que est\u00e1 muito comprometida com isso independentemente da ideologia.<\/p>\n<p><strong>P<\/strong>. Esse processo \u00e9 muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p><strong>R<\/strong>. Se n\u00e3o fizermos isso nos tornaremos outro ator partid\u00e1rio no panorama pol\u00edtico. E acredito que no longo prazo esse caminho n\u00e3o leva ao sucesso. Sem d\u00favida, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Muita gente quer que tomemos partido. Quer que sejamos parte do processo partid\u00e1rio. Mas acredito que ainda existe um grande segmento da sociedade que gosta que exista um \u00e1rbitro independente dos fatos.<\/p>\n<p><strong>P<\/strong>. Ainda mais em um contexto de polariza\u00e7\u00e3o. Mas, essa polariza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito diferente da que sempre existiu nas democracias?<\/p>\n<p><strong>R<\/strong>. \u00c9. Eu acredito que existem v\u00e1rias diferen\u00e7as fundamentais em rela\u00e7\u00e3o ao que existia antes. A primeira e mais importante \u00e9 que no passado discord\u00e1vamos sobre as medidas pol\u00edticas que deveriam ser adotadas. Mas concord\u00e1vamos, fundamentalmente, com um conjunto de fatos. Concord\u00e1vamos com o que era a realidade objetiva, mesmo que n\u00e3o concord\u00e1ssemos na pol\u00edtica. Hoje em dia, n\u00e3o temos um conjunto de fatos em comum. Na realidade, \u00e9 pior do que isso. Sequer concordamos sobre como estabelecer que algo \u00e9 um fato. No passado, os elementos que utiliz\u00e1vamos para determinar que algo era uma realidade objetiva eram a educa\u00e7\u00e3o, os conhecimentos, a experi\u00eancia e, sobretudo, as provas, aquilo que pod\u00edamos ver com os nossos pr\u00f3prios olhos e ouvir com nossos ouvidos. Hoje, tudo isso foi desvalorizado. E esse ambiente \u00e9, sem d\u00favida, muito trai\u00e7oeiro para o jornalismo, mas tamb\u00e9m para a democracia e, francamente, para a sociedade em geral. Vimos isso na pol\u00edtica e na \u00e1rea de sa\u00fade e da ci\u00eancia, especialmente durante a pandemia e a partir daquele momento.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h5>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel existir democracia sem uma imprensa livre e independente. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel existir uma imprensa livre e independente sem democracia<\/h5>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>P<\/strong>. No seu livro voc\u00ea se mostra relativamente otimista em rela\u00e7\u00e3o ao futuro do jornalismo e da comunica\u00e7\u00e3o, embora a pol\u00edtica esteja passando por um momento complicado.<\/p>\n<p><strong>R<\/strong>. Sim, eu gosto de ser otimista. \u00c9 importante que tenhamos sucesso. E eu n\u00e3o conhe\u00e7o ningu\u00e9m que tenha alcan\u00e7ado o sucesso achando que ia fracassar. N\u00f3s passamos por momentos muito dif\u00edceis e os superamos. E nos reinventamos como profiss\u00e3o. Acredito que tenhamos que continuar nos reinventando. No entanto, o nosso futuro depende em grande medida da democracia. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel existir democracia sem uma imprensa livre e independente. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel existir uma imprensa livre e independente sem democracia. Enquanto esta existir, acredito que a sociedade sempre vai precisar estar informada sobre o que ocorre na sua comunidade e no seu pa\u00eds. E esse \u00e9 o papel da imprensa. Acredito que as pessoas v\u00e3o acabar entendendo a diferen\u00e7a entre informa\u00e7\u00e3o verificada e informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o verificada, a diferen\u00e7a entre o trabalho profissional e as pessoas que decidiram come\u00e7ar a publicar na internet ontem, sem recursos para fazer nenhum tipo de verifica\u00e7\u00e3o. Sou otimista, desde que fa\u00e7amos o que temos que fazer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Martin Baron \u00e9 um dos jornalistas norte-americanos mais respeitados da sua gera\u00e7\u00e3o. Foi diretor do Miami Herald, do The Boston Globe e, durante quase uma d\u00e9cada, do The Washington Post. Em todos eles demonstrou um grande talento para obter exclusivas que transformaram o panorama pol\u00edtico e social do seu pa\u00eds. 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