{"id":144337,"date":"2024-11-14T09:15:28","date_gmt":"2024-11-14T08:15:28","guid":{"rendered":"https:\/\/llyc.global\/?p=144337"},"modified":"2024-11-14T09:15:36","modified_gmt":"2024-11-14T08:15:36","slug":"como-se-sai-da-polarizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llyc.global\/pt-br\/ideas\/uno\/como-se-sai-da-polarizacao\/","title":{"rendered":"Como se sai da polariza\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>A polariza\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno estrutural nas democracias, mas nos \u00faltimos anos se transformou e radicalizou. Ap\u00f3s a eclos\u00e3o da crise financeira, a polariza\u00e7\u00e3o teve principalmente car\u00e1ter ideol\u00f3gico. Os cidad\u00e3os tinham ideias cada vez mais opostas sobre quest\u00f5es pol\u00edticas como resgates banc\u00e1rios, impostos ou investimento p\u00fablico. Mas, recentemente ela adquiriu outras caracter\u00edsticas. Come\u00e7ou a afetar a vida cotidiana das pessoas, as suas prefer\u00eancias em quest\u00f5es teoricamente alheias \u00e0 pol\u00edtica como o esporte que praticam, o que comem, a roupa que vestem ou o bairro onde decidiram morar. Esta tend\u00eancia come\u00e7ou nos Estados Unidos. Ezra Klein, jornalista do New York Times e um dos maiores especialistas sobre o tema, explicou isso em termos de \u201cmacroidentidades\u201d: ter uma identidade de \u201cesquerda\u201d ou de \u201cdireita\u201d j\u00e1 n\u00e3o significa unicamente ter determinadas opini\u00f5es pol\u00edticas e votar em um ou outro partido, mas tamb\u00e9m afeta toda a nossa vida, incluindo a sentimental, a profissional e o consumo. Na verdade, afirma Klein, se voc\u00ea sabe que algu\u00e9m \u00e9 vegetariano ou qual a escola dos filhos dessa pessoa, quase com certeza poder\u00e1 inferir sobre as outras opini\u00f5es dela. Transformamo- -nos em membros de um bloco homog\u00eaneo que enfrenta outro bloco homog\u00eaneo. Essa realidade tamb\u00e9m est\u00e1 se estendendo a outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u201cUm certo grau de polariza\u00e7\u00e3o \u00e9 normal e desej\u00e1vel\u201d, afirma Yanina Welp, pesquisadora do Graduate Institute de Genebra e membro do Conselho Cient\u00edfico do Real Instituto Elcano, que estudou a polariza\u00e7\u00e3o no seu \u00faltimo livro, \u201cThe Will of People. Populism and Citizen Participation in Latin America\u201d [\u201cA vontade das pessoas. Populismo e participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 na Am\u00e9rica Latina\u201d, sem edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas]. \u201cNo entanto, isso \u00e9 um problema quando existem polariza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica extrema e polariza\u00e7\u00e3o afetiva\u201d. Esta \u00faltima, diz Welp, \u00e9 a que ocorre quando sentimos que n\u00e3o fazemos parte de uma sociedade, mas sim de uma comunidade menor, que se estrutura em torno da ideia de um \u201cn\u00f3s\u201d que enfrenta um \u201celes\u201d. E esse pode ser o ponto no qual nos encontramos.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h5>Existe alguma receita para dirimir de uma maneira mais controlada os conflitos pr\u00f3prios da democracia? Como recuperar o consenso ap\u00f3s um longo per\u00edodo de enfrentamento?<\/h5>\n<p>&nbsp;<br \/>\nOs cientistas pol\u00edticos, os especialistas em marketing e os jornalistas cada vez mais entendem essa polariza\u00e7\u00e3o. E alguns pol\u00edticos e meios de comunica\u00e7\u00e3o cada vez mais exploram isso para conseguir votos ou audi\u00eancia. Agora, as perguntas come\u00e7am a ser outras: como sair dessa conjuntura? Existe alguma receita para dirimir os conflitos pr\u00f3prios da democracia de uma maneira mais controlada? Como recuperar o consenso ap\u00f3s um longo per\u00edodo de enfrentamento partid\u00e1rio e social?<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h3>ALGUMAS PROPOSTAS<\/h3>\n<p>&nbsp;<br \/>\nExiste um certo consenso de que continuaremos nesta situa\u00e7\u00e3o durante um tempo. Mas a partir da\u00ed, as respostas n\u00e3o s\u00e3o un\u00e2nimes. \u201cA sociedade civil prop\u00f4s iniciativas para promover o di\u00e1logo entre pessoas que pensam diferente. Estas iniciativas s\u00e3o muito boas e t\u00eam algum impacto, mas s\u00e3o dif\u00edceis de ganhar escala\u201d, diz Yelp. Muitas d\u00e3o \u00eanfase \u00e0 forma\u00e7\u00e3o c\u00edvica, ao funcionamento do Estado de direito ou \u00e0 ideia de que, diferente do que afirmam os que mais agitam a polariza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o existem solu\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis para temas complexos como a imigra\u00e7\u00e3o ou a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. E a maioria est\u00e1 restrita a pequenos c\u00edrculos de pessoas preocupadas com o clima de confronto e com o impacto que ele tem no governo e na economia , mas que depois n\u00e3o chegam a setores mais amplos da popula\u00e7\u00e3o. Manuel Arias Maldonado, catedr\u00e1tico de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidad de M\u00e1laga e autor do livro, rec\u00e9m-publicado,\u201c(Pos)verdad y democracia\u201d [\u201c(P\u00f3s)-verdade e democracia\u201d, sem edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas] considera que \u201cos cidad\u00e3os poder\u00e3o cansar [da polariza\u00e7\u00e3o] e expressar a sua insatisfa\u00e7\u00e3o por meio do voto [em outros partidos] ou nas pesquisas\u201d e, como leitores da imprensa ou consumidores, castigar as organiza\u00e7\u00f5es e as pessoas que mais intensificam a polariza\u00e7\u00e3o. \u201cMas, dado o protagonismo de partidos, meios de comunica\u00e7\u00e3o e cidad\u00e3os dogm\u00e1ticos (que s\u00e3o os que t\u00eam maior relev\u00e2ncia nas redes sociais), a possibilidade de a parte hipertrofiada da polariza\u00e7\u00e3o subsistir \u00e9 muito alta\u201d.<\/p>\n<p>Outra solu\u00e7\u00e3o apresentada por muitos estudiosos, e alguns pol\u00edticos, consiste em regular as redes e o jornalismo digital para conter a desinforma\u00e7\u00e3o, \u00e0 qual, \u00e0s vezes, \u00e9 atribu\u00edda boa parte da responsabilidade pela polariza\u00e7\u00e3o. Arias Maldonado \u00e9 muito c\u00e9tico com esta possibilidade. N\u00e3o apenas porque significaria questionar alguns princ\u00edpios da democracia liberal, como a liberdade de express\u00e3o, mas tamb\u00e9m porque \u201cos governos s\u00e3o os primeiros a desinformar\u201d, afirma. Al\u00e9m disso, no seu livro, ele ressalta que a sociedade atual talvez esteja superestimando a influ\u00eancia da chamada \u201cp\u00f3s-verdade\u201d no contexto pol\u00edtico atual. \u201cA situa\u00e7\u00e3o na qual se encontram as democracias liberais contempor\u00e2neas pode ser explicada de diferentes maneiras, e nem a desvaloriza\u00e7\u00e3o da verdade nem o impacto da digitaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o necessariamente os fatores mais determinantes. Afirmar que os l\u00edderes populistas ou autorit\u00e1rios s\u00e3o o resultado da p\u00f3s-verdade pressup\u00f5e ignorar que existiram l\u00edderes populistas e autorit\u00e1rios no passado\u201d, diz em seu livro. Consequentemente, restringir a desinforma\u00e7\u00e3o poderia ter efeitos escassos na polariza\u00e7\u00e3o e, inclusive, resultar contraproducente.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h5>Existem algumas iniciativas focadas em ensinar a \u201cdespolarizar\u201d na escola, o que deve ajudar os alunos a aceitar a exist\u00eancia de fortes discrep\u00e2ncias e como enfrent\u00e1-las e solucion\u00e1-las<\/h5>\n<p>&nbsp;<br \/>\nO que fazer ent\u00e3o? Talvez seja preciso confiar em iniciativas de longo prazo. Existem algumas focadas em ensinar a \u201cdespolarizar\u201d na escola. Uma delas \u00e9 explicada por Kent Lenci, um professor norte-americano que considera que as escolas n\u00e3o devem pretender ser entidades apol\u00edticas, e sim assumir que existem fortes discrep\u00e2ncias e ajudar os alunos a enfrent\u00e1-las e solucion\u00e1-las. Isso seria poss\u00edvel com o ensino de quest\u00f5es como o funcionamento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o ou o aprendizado social e emocional. Welp tamb\u00e9m fala da educa\u00e7\u00e3o, embora reconhe\u00e7a que ela faz parte do debate polarizado e que para contribuir para o fim da polariza\u00e7\u00e3o, esta deveria dar mais \u00eanfase aos \u201cm\u00e9todos para a compreens\u00e3o de determinadas quest\u00f5es e para a elabora\u00e7\u00e3o de respostas\u201d do que aos pr\u00f3prios conte\u00fados. Yanna Krupnikov, cientista pol\u00edtica e professora de Comunica\u00e7\u00e3o e M\u00eddia na Universidade de Michigan, estudou uma figura interessante : a do cidad\u00e3o que n\u00e3o acompanha obsessivamente as not\u00edcias, nem d\u00e1 opini\u00f5es pol\u00edticas nas redes sociais, mas que vota e, \u00e0s vezes, muda de partido. O trabalho de Krupnikov mostra que talvez uma sociedade que n\u00e3o estivesse t\u00e3o interessada em not\u00edcias imediatas, muitas vezes apresentadas como infotainment [infotenimento, em portugu\u00eas], poderia ser menos polarizada. Tamb\u00e9m existem abordagens estritamente pol\u00edticas, por exemplo, para que os partidos pol\u00edticos abandonem propostas de car\u00e1ter bin\u00e1rio e de soma zero \u2014 monarquia ou rep\u00fablica, independ\u00eancia ou sindicalismo, etc. \u2014 e centrem suas pol\u00edticas em quest\u00f5es que s\u00e3o, por natureza, gradualistas e que permitem negocia\u00e7\u00f5es e discuss\u00f5es mais t\u00e9cnicas: de quanto deve ser o aumento das pens\u00f5es? Qual \u00e9 o IRPF \u00f3timo? Todas as ruas devem ser cal\u00e7ad\u00f5es de pedestres ou s\u00f3 algumas?<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h5>Alguns cientistas pol\u00edticos afirmam que talvez uma sociedade que n\u00e3o estivesse t\u00e3o interessada em not\u00edcias imediatas, muitas vezes apresentadas como \u201cinfotenimento\u201d, poderia ser menos polarizada<\/h5>\n<p>&nbsp;<br \/>\nAs solu\u00e7\u00f5es para abandonar os n\u00edveis de polariza\u00e7\u00e3o atuais n\u00e3o s\u00e3o, portanto, nem imediatas, nem infal\u00edveis. Como em tantas outras vezes, os atores sociais deveriam tentar e, \u00e0s vezes, fracassar. Talvez dev\u00eassemos come\u00e7ar lembrando a sociedade como um todo que os pa\u00edses muito polarizados costumam ter desempenhos socioecon\u00f4micos piores do que aqueles que experimentam um confronto menor. Talvez reconhecer isso seja um primeiro passo imprescind\u00edvel para a despolariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A polariza\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno estrutural nas democracias, mas nos \u00faltimos anos se transformou e radicalizou. Ap\u00f3s a eclos\u00e3o da crise financeira, a polariza\u00e7\u00e3o teve principalmente car\u00e1ter ideol\u00f3gico. Os cidad\u00e3os tinham ideias cada vez mais opostas sobre quest\u00f5es pol\u00edticas como resgates banc\u00e1rios, impostos ou investimento p\u00fablico. Mas, recentemente ela adquiriu outras caracter\u00edsticas. 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