{"id":473979,"date":"2013-08-16T10:24:15","date_gmt":"2013-08-16T08:24:15","guid":{"rendered":"https:\/\/llyc.global\/ideas\/a-gestao-constante-das-incertezas\/"},"modified":"2026-08-13T13:52:56","modified_gmt":"2026-08-13T11:52:56","slug":"a-gestao-constante-das-incertezas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llyc.global\/pt-br\/ideas\/uno\/a-gestao-constante-das-incertezas\/","title":{"rendered":"A gest\u00e3o constante das incertezas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.revista-uno.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/incertidumbres.jpg\"><\/a><br \/>\nCerca de 95% das empresas (multinacionais, familiares ou PME), de qualquer tipo, bem como a maioria dos pa\u00edses (pensemos s\u00f3 nos ocidentais) t\u00eam, pelo menos, uma crise que afeta sua imagem, reputa\u00e7\u00e3o e, no primeiro caso, a sua conta de resultados. A palavra crise \u00e9 a mais repetida na m\u00eddia econ\u00f4mica do mundo inteiro (especialmente nestes pa\u00edses ocidentais e nas chamadas economias emergentes) n\u00e3o agora, obviamente, mas sempre.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o da incerteza \u00e9 portanto o padr\u00e3o normal tanto das empresas como de governos, apesar dos altos executivos ou l\u00edderes pol\u00edticos insistirem que n\u00e3o ter\u00e3o que gerenciar em \u201ctempos dif\u00edceis\u201d. Pode at\u00e9 acontecer, digamos que de uma forma muito coloquial, sem que tivessem \u201cculpa\u201d, j\u00e1 que fatores externos podem afetar os comportamentos internos.<\/p>\n<p>O ruim n\u00e3o \u00e9 tanto saber que os pr\u00f3ximos anos continuar\u00e3o marcados pela conviv\u00eancia insepar\u00e1vel com a incerteza, mas que aqueles que devem tomar as decis\u00f5es finais, que as vezes s\u00e3o as \u00fanicas, n\u00e3o est\u00e3o preparados para isso.<br \/>\nA dicotomia entre populismo e rigidez tecnocr\u00e1tica a um e outro lado do Atl\u00e2ntico tem a vis\u00e3o de curto prazo como eixo fundamental e, portanto, sucessos t\u00e3o relativos que, antes ou depois, terminar\u00e3o em fracasso. Esta vis\u00e3o de curto prazo \u00e9 a inimiga n\u00famero \u201cum\u201d da estrat\u00e9gia, da mesma forma que muitos l\u00edderes, pol\u00edticos e empresariais, confundem estrat\u00e9gia com uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote><p>A falta dessa transpar\u00eancia que, \u00e0s vezes, exigimos aos governantes tamb\u00e9m deveria ser pedida aos l\u00edderes empresariais, porque em tempos de incerteza o sil\u00eancio n\u00e3o \u00e9 apenas rent\u00e1vel, mas d\u00e1 muito do que falar<\/p><\/blockquote>\n<p>A confian\u00e7a \u00e9 a coisa mais sagrada entre as pessoas e as institui\u00e7\u00f5es supondo que o termo poderia sacralizar-se. A confian\u00e7a em si mesmo, nos mercados, nas empresas ou nos pa\u00edses seria o primeiro segredo do sucesso em tempos de incerteza e \u00e9 precisamente um problema end\u00eamico que assola a tomada de decis\u00f5es. Muitas vezes ouvimos que \u201ccrise \u00e9 igual a oportunidade\u201d e digo que isso \u00e9 um disparate absoluto porque para gerar oportunidades n\u00e3o \u00e9 preciso passar por uma crise.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.revista-uno.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/incertidumbres-full.jpg\"><\/a>Se separ\u00e1ssemos o acr\u00f4nimo CRISIS (em espanhol) em C de confian\u00e7a, R de responsabilidade, I de intelig\u00eancia, S de seguran\u00e7a, I de iniciativa e S de serenidade, ter\u00edamos as principais defici\u00eancias de muitos, mas n\u00e3o todos, os l\u00edderes carism\u00e1ticos que governam pa\u00edses ou empresas. Se de tudo isso nos centr\u00e1ssemos unicamente no termo confian\u00e7a, ver\u00edamos a falta de prepara\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o em termos de estrat\u00e9gia. Preven\u00e7\u00e3o significa n\u00e3o deixar a gest\u00e3o, pol\u00edtica ou empresarial, \u00e0 improvisa\u00e7\u00e3o e ainda menos \u00e0s ideias brilhantes do momento sem uma an\u00e1lise pr\u00e9via. Em definitivo, gerir a confian\u00e7a sup\u00f5e repensar o modelo de empresa ou pa\u00eds ou institui\u00e7\u00e3o de forma cont\u00ednua, sem precipita\u00e7\u00f5es, sempre buscando solu\u00e7\u00f5es e n\u00e3o culpabilidades e olhando sempre a longo prazo, mesmo quando a realidade \u201cdo curto\u201d nos aperta.<\/p>\n<p>A perda de confian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um sonho. \u00c9 tang\u00edvel. A falta dessa transpar\u00eancia que, por vezes, exigimos dos governantes, de c\u00e1 e l\u00e1, ontem, hoje e certamente amanh\u00e3, deveria tamb\u00e9m ser exigida aos l\u00edderes empresariais pois, n\u00e3o esque\u00e7amos, em tempos de incerteza n\u00e3o s\u00f3 o sil\u00eancio \u00e9 rent\u00e1vel, mas d\u00e1 muito do que falar.<\/p>\n<p>Eu diria que aqueles governos, pa\u00edses e empresas que n\u00e3o sabem comunicar, pouco ou nada influem na tomada de decis\u00f5es. As pol\u00edticas de comunica\u00e7\u00e3o deficientes e at\u00e9 mesmo a comunica\u00e7\u00e3o entendida como um \u201cmal menor\u201d \u00e9 uma garantia, antes ou depois, de um fracasso pol\u00edtico ou empresarial. As estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o ferramentas muito poderosas em tempos de incerteza e como bem sabem os leitores da UNO, que ningu\u00e9m confunda comunica\u00e7\u00e3o com propaganda e muito menos com \u201cfazer bonito\u201d na m\u00eddia. Em tempos como estes, \u00e9 mais rent\u00e1vel investir em comunica\u00e7\u00e3o que gerir as consequ\u00eancias, pol\u00edticas ou de neg\u00f3cios, de uma nula ou p\u00e9ssima estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 real mas tamb\u00e9m tem muito de psicol\u00f3gico e devemos fazer, da empresa e da pol\u00edtica, uma an\u00e1lise rigorosa de consci\u00eancia para saber exatamente o que nos afeta de forma real e separar os medos, receios e suspeitas . O \u201cconhe\u00e7a a voc\u00ea mesmo\u201d, como diziam os cl\u00e1ssicos, \u00e9 mais necess\u00e1rio do que nunca e essa confian\u00e7a que pedimos aos outros \u00e9 a que devemos oferecer em nossos ambientes circundantes. O tempo \u00e9 curto. N\u00e3o esperemos que a solu\u00e7\u00e3o venha do \u201cpapai Estado\u201d, nem dos governos ou da provid\u00eancia divina.<\/p>\n<blockquote><p>Os pr\u00f3ximos anos seguir\u00e3o marcados pela conviv\u00eancia insepar\u00e1vel com a incerteza e aqueles que devem tomar decis\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o preparados<\/p><\/blockquote>\n<p>A lentid\u00e3o mostrada por alguns l\u00edderes, motivada pela falta de estrat\u00e9gia, deve ser combatida com a velocidade de cada um de n\u00f3s para estar convencidos de que podemos confiar nas nossas capacidades e que tanto em tempos de crise como de prosperidade essas capacidades s\u00e3o sempre maiores do que as tend\u00eancias pessimistas que nos lembram dia ap\u00f3s dia os mercados, a m\u00eddia e at\u00e9 mesmo nossos familiares e amigos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 95% das empresas (multinacionais, familiares ou PME), de qualquer tipo, bem como a maioria dos pa\u00edses (pensemos s\u00f3 nos ocidentais) t\u00eam, pelo menos, uma crise que afeta sua imagem, reputa\u00e7\u00e3o e, no primeiro caso, a sua conta de resultados. 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