{"id":474081,"date":"2013-09-05T10:12:25","date_gmt":"2013-09-05T08:12:25","guid":{"rendered":"https:\/\/llyc.global\/ideas\/devemos-nos-reinventar-na-internet\/"},"modified":"2026-08-13T15:30:10","modified_gmt":"2026-08-13T13:30:10","slug":"devemos-nos-reinventar-na-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llyc.global\/pt-br\/ideas\/uno\/devemos-nos-reinventar-na-internet\/","title":{"rendered":"Devemos nos reinventar na Internet?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.revista-uno.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/03_21.jpg\"><\/a><br \/>\nAcontece sem pr\u00e9vio aviso. Um dia, voc\u00ea fica sabendo que presidente de uma conhecida companhia se pronunciou sobre uma quest\u00e3o de import\u00e2ncia<br \/>\nno Twitter. Voc\u00ea visita a p\u00e1gina e rapidamente comprova que o perfil \u00e9 cr\u00edvel. L\u00ea algumas frases. A reda\u00e7\u00e3o, o tom, os temas se encaixam com o protagonista. Parece veross\u00edmil que tenha sido escrito por ele mesmo.<br \/>\nAo mesmo tempo, sua caixa de entrada se enche de convites para se conectar ao LinkedIn, convites de conhecidos ou profissionais que criaram perfis e que enviaram mensagens a todos os seus contatos. Voc\u00ea sente a pregui\u00e7a de quem s\u00f3 quer manter, quando n\u00e3o reduzir, as rela\u00e7\u00f5es. S\u00f3 me falta agora perder tempo de abrir o campo com o trabalho que tenho! Talvez em outro momento de sua trajet\u00f3ria, era consciente de que seu universo de rela\u00e7\u00f5es deveria crescer. Agora, no entanto, n\u00e3o acha que o esfor\u00e7o valha a pena. E menos faz\u00ea-lo atrav\u00e9s de um curr\u00edculo em um site.<\/p>\n<blockquote><p>O tablet e o celular se\u00a0transformaram em uma\u00a0janela pela qual voc\u00ea p\u00f5e\u00a0em jogo sua credibilidade\u00a0pessoal e profissional<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/www.revista-uno.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/03_12.jpg\"><\/a>A insist\u00eancia ou a categoria de alguma pessoa te leva a visitar sua p\u00e1gina-CV. Voc\u00ea comprova que a descri\u00e7\u00e3o \u00e9 muito completa. Presta aten\u00e7\u00e3o \u00e0 foto, relativamente recente, no n\u00famero de contatos e no novo cargo que ocupa e que desconhecia at\u00e9 o momento. Talvez tenha chegado o momento de p\u00f4r em dia o pr\u00f3prio CV.<br \/>\nVoc\u00ea recorre a seu entorno, comenta com amigos e companheiros de trabalho, e se d\u00e1 conta de que outros fazem a mesma pergunta ou t\u00eam as mesmas reservas. H\u00e1 defensores apaixonados e opositores medrosos a enfrentar com a transpar\u00eancia das redes. Mas o que parece claro \u00e9 que, de um tempo a esta parte e quase sem que nos tenhamos dado conta, estas redes e suas ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o mudaram as regras do jogo. O tablet e o celular se transformaram em uma janela que j\u00e1 n\u00e3o pode nem deve ser fechada, e pela qual entram as not\u00edcias, os convites, as convoca\u00e7\u00f5es ou a infinidade de mensagens qu mesclam seus \u00e2mbitos privado e p\u00fablico. Uma janela pela qual voc\u00ea tamb\u00e9m se mostra ao mundo, e pela qual p\u00f5e em jogo sua credibilidade pessoal e profissional. No entanto, enquanto alguns parecem lidar com agilidade com essa complexa realidade e conseguem que seus dados, mensagens, descri\u00e7\u00f5es e fotos sejam os adequados e coerentes, outros n\u00e3o s\u00e3o conscientes da import\u00e2ncia que eles t\u00eam e assim mant\u00eam fotos de m\u00e1 qualidade, informa\u00e7\u00f5es antiquadas, cen\u00e1rios extravagantes, poses inadequadas. Definitivamente, uma descri\u00e7\u00e3o p\u00fablica de si mesmo que n\u00e3o lhes representa e que, em muitas ocasi\u00f5es, lhes presta um<br \/>\nmau favor. O momento da mudan\u00e7a<br \/>\nCada vez somos mais conscientes de que devemos abordar estas mudan\u00e7as, mas como e quando? Para os profissionais da comunica\u00e7\u00e3o e do marketing, resolver essas inc\u00f3gnitas pode se transformar em um fator diferencial e estrat\u00e9gico, ou em uma aut\u00eantica dor de cabe\u00e7a. E o momento que vivemos n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Por um lado, os cidad\u00e3os tiraram sua confian\u00e7a de boa parte das institui\u00e7\u00f5es que conhecemos, at\u00e9 o ponto que os mesmos funcion\u00e1rios superaram amplamente os<br \/>\nprimeiros executivos em termos de credibilidade sobre as companhias que estes \u00faltimos dirigem!<br \/>\nAo mesmo tempo, os meios impressos e audiovisuais cl\u00e1ssicos sofrem uma reconvers\u00e3o de imensas propor\u00e7\u00f5es. A falta de modelos de neg\u00f3cio solventes lhes p\u00f5em em uma situa\u00e7\u00e3o in\u00e9dita na qual se veem obrigados a reduzir o quadro de funcion\u00e1rios, formatos e a questionar o uso da aut\u00eantica mat\u00e9ria-prima de seu of\u00edcio: a informa\u00e7\u00e3o. No meio deste movimento tect\u00f4nico, s\u00e3o as companhias que come\u00e7am a superar as not\u00edcias, e o mesmo acontece com apresentadores<br \/>\nem rela\u00e7\u00e3o ao programa, surgindo um modelo que devolve o protagonismo ao indiv\u00edduo e que convive muito melhor com a ess\u00eancia coloquial direta, pessoa a pessoa, da Web.<\/p>\n<blockquote><p>No meio deste movimento\u00a0tect\u00f4nico, s\u00e3o as companhias que\u00a0come\u00e7am a superar as not\u00edcias, os\u00a0apresentadores ao programa<\/p><\/blockquote>\n<p>Sobre estas bases, as empresas que querem posicionar nossas mensagens nos f\u00f3runs adequados, nos damos conta de que devemos lidar com um processo diferente, radicalmente inovador, com um imenso projeto para nossa profiss\u00e3o. Durante mais de cem anos, a din\u00e2mica foi colocar a marca \u00e0 frente, at\u00e9 mesmo das pessoas. Muito poucos profissionais estavam autorizados a falar e sempre o faziam dessa perspectiva corporativa dos porta-vozes: mon\u00f3tona, focada no di\u00e1logo, sucinta e de baixo perfil. O poder dos profissionais<br \/>\nNa atualidade, sem meios com capacidade de convocar em um s\u00f3 ato a audi\u00eancia relevante; com a credibilidade da figura do porta-voz corporativo debilitada; e com mais necessidade do que nunca de concorrer em novos mercados nos quais, de partida, n\u00e3o contamos com o conhecimento ou a confian\u00e7a dos que podem influir em nossos neg\u00f3cios, temos diante de n\u00f3s uma alavanca estranha, mas que intu\u00edmos poderosa: o prest\u00edgio de nossos profissionais, sua capacidade de prescri\u00e7\u00e3o e a capilaridade e pertin\u00eancia de seu alcance. A soma de suas identidades digitais se apresenta como um mecanismo de propaga\u00e7\u00e3o e afilia\u00e7\u00e3o com um impacto que pode ser consider\u00e1vel.<br \/>\n\u00c9, portanto, o momento de vencer essa in\u00e9rcia que ainda afasta nossos colegas, companheiros e n\u00f3s mesmos das plataformas digitais. Precisamos dar<br \/>\no primeiro passo para perder o medo l\u00f3gico do inovador, e nos convencer da superficialidade de muitos mitos catastr\u00f3ficos que cercam as redes. Em segundo lugar, necessitamos impulsionar os demais tirando sua obsess\u00e3o pelo controle e os levando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 naturalidade, a modera\u00e7\u00e3o e o bom senso. Entre o \u201cningu\u00e9m se mexe sem nossa autoriza\u00e7\u00e3o\u201d e o \u201canimem-se a participar e ser n\u00f3s mesmos\u201d, h\u00e1 todo um mundo.<br \/>\nEm paralelo, temos que identificar e decidir sobre quest\u00f5es que marcar\u00e3o nossa personalidade digital. Os dois mais importantes afetam a decis\u00e3o de qu\u00e3o pessoal ou profissional ser\u00e1 nossa identidade nas redes, e qu\u00e3o oficial ou oficioso nosso modelo de comunica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTemos colaboradores que j\u00e1 podem ser l\u00edderes em uma determinada comunidade, que compartilham conte\u00fados sobre um assunto transcendente para nossa organiza\u00e7\u00e3o, e que querem n\u00e3o se identificar com o tom e as mensagens corporativas para conservar seu estilo de comunica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nProvavelmente nessa decis\u00e3o, em foment\u00e1-la e respeit\u00e1-la, esteja grande parte da confian\u00e7a e respeito que o resto dos membros dessa comunidade<br \/>\ndepositam nele.<br \/>\nNo lado contr\u00e1rio, temos l\u00edderes de nossas linhas de neg\u00f3cio que, apesar de estarem plenamente identificados com a companhia, se limitam a compartilhar<br \/>\ninforma\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter pessoal, por isso convocam uma audi\u00eancia fundamentalmente formada por amigos e parentes sem a m\u00ednima transcend\u00eancia<br \/>\nempresarial.<\/p>\n<blockquote><p>\u00c0s companhias globais n\u00e3o\u00a0resta outro rem\u00e9dio a n\u00e3o ser colocar\u00a0as pessoas de nossa organiza\u00e7\u00e3o\u00a0no centro de nossa estrat\u00e9gia de\u00a0comunica\u00e7\u00e3o, e faz\u00ea-lo em\u00a0um entorno \u201csocial\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Ambas as posi\u00e7\u00f5es respondem a diferentes maneiras de combinar estes fatores e a diferentes graus na proposi\u00e7\u00e3o de suas identidades. Sua escolha condiciona mais tarde a forma na qual a comunica\u00e7\u00e3o pode apresentar mais ou menos valor \u00e0 estrat\u00e9gia da empresa.<br \/>\n\u00c9 um caminho que devemos transitar. Ajudar\u00e1-nos a nos conectar mais com o entorno. Obrigar\u00e1-nos a nos renovar. Por\u00e1-nos \u00e0 altura de nossas conquistas<br \/>\nem outros \u00e2mbitos e nos diferenciar\u00e1 porque nos permitir\u00e1 contar e que seja contada uma hist\u00f3ria m\u00faltipla, mais veraz, din\u00e2mica e emocionante.<br \/>\nE, sobretudo, compartilh\u00e1-la e sentir que os demais a compartilham.<br \/>\nAgora bem, como todos os desafios que as organiza\u00e7\u00f5es ambiciosas enfrentam, ser\u00e3o consumidos recursos, levar\u00e1 tempo, nos conduzir\u00e1 a alguns becos sem sa\u00edda, nos despistar\u00e1 \u00e0s vezes, e outras vezes, nos desiludir\u00e1, mas aprenderemos com os erros. Mas para as companhias globais, internacionalizadas, inovadoras e com uma diversifica\u00e7\u00e3o crescente, n\u00e3o resta outro rem\u00e9dio a n\u00e3o ser colocar as pessoas de nossa organiza\u00e7\u00e3o, com suas identidades pessoais e profissionais, no centro de nossa estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o, e faz\u00ea-lo em um entorno \u201csocial\u201d que n\u00e3o \u00e9 uma previs\u00e3o de futuro, mas uma realidade\u00a0a cada dia mais assentada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acontece sem pr\u00e9vio aviso. Um dia, voc\u00ea fica sabendo que presidente de uma conhecida companhia se pronunciou sobre uma quest\u00e3o de import\u00e2ncia no Twitter. Voc\u00ea visita a p\u00e1gina e rapidamente comprova que o perfil \u00e9 cr\u00edvel. L\u00ea algumas frases. A reda\u00e7\u00e3o, o tom, os temas se encaixam com o protagonista. 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