{"id":144338,"date":"2024-11-14T09:15:28","date_gmt":"2024-11-14T08:15:28","guid":{"rendered":"https:\/\/llyc.global\/?p=144338"},"modified":"2024-11-14T09:15:40","modified_gmt":"2024-11-14T08:15:40","slug":"como-e-que-se-sai-da-polarizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llyc.global\/pt-pt\/ideas\/uno\/como-e-que-se-sai-da-polarizacao\/","title":{"rendered":"Como \u00e9 que se sai da polariza\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>Apolariza\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3meno estrutural nas democracias, mas nos \u00faltimos anos tem-se transformado e radicalizado. Depois da explos\u00e3o da crise financeira, a polariza\u00e7\u00e3o foi sobretudo de car\u00e1ter ideol\u00f3gico. Os cidad\u00e3os tinham opini\u00f5es cada vez mais contradit\u00f3rias sobre quest\u00f5es pol\u00edticas como o resgate dos bancos, a fiscalidade e o investimento p\u00fablico. Por\u00e9m, recentemente, adquiriu outras carater\u00edsticas. Come\u00e7ou a afetar o quotidiano das pessoas, as suas prefer\u00eancias em quest\u00f5es teoricamente n\u00e3o relacionadas com a pol\u00edtica, como os desportos que praticam, a sua alimenta\u00e7\u00e3o, as roupas que vestem ou o bairro que escolhem para viver. Esta tend\u00eancia come\u00e7ou nos Estados Unidos. Ezra Klein, jornalista do <em>New York Times<\/em> e um dos maiores especialistas na mat\u00e9ria, explicou-a em termos de \u201cmacroidentidades\u201d: ter uma identidade de \u201cesquerda\u201d ou de \u201cdireita\u201d j\u00e1 n\u00e3o significa apenas ter determinadas opini\u00f5es pol\u00edticas e votar num ou noutro partido, mas afeta toda a nossa vida, incluindo a nossa vida sentimental, a nossa vida profissional e a forma como consumimos. De facto, Klein argumenta que, se soubermos se algu\u00e9m \u00e9 vegetariano ou a escola onde os seus filhos estudam, podemos quase de certeza presumir as suas outras opini\u00f5es. Torn\u00e1mo-nos membros de um bloco homog\u00e9neo que se confronta com outro bloco homog\u00e9neo. Esta realidade est\u00e1 a estender-se tamb\u00e9m a outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u201cUm determinado grau de polariza\u00e7\u00e3o \u00e9 normal e desej\u00e1vel\u201d, afirma Yanina Welp, investigadora do Graduate Institute de Genebra e membro do Conselho Cient\u00edfico do Real Instituto Elcano, que estudou a polariza\u00e7\u00e3o latino-americana no seu \u00faltimo livro, The Will of People. Populism and Citizen Participation in Latin America. \u201cNo entanto, \u00e9 um problema quando existe uma polariza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica extrema e uma polariza\u00e7\u00e3o afetiva\u201d. Esta \u00faltima, diz Welp, \u00e9 aquela que ocorre quando sentimos que n\u00e3o fazemos parte de uma sociedade, mas sim de uma comunidade de sentido mais pequena, que se estrutura em torno da ideia de um \u201cn\u00f3s\u201d que se op\u00f5e a um \u201celes\u201d. E \u00e9 nesse ponto que nos encontramos.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h5>Existe uma receita para que os conflitos inerentes \u00e0 democracia possam ser resolvidos de forma mais controlada? Como se pode restabelecer o consenso ap\u00f3s um longo per\u00edodo de confronta\u00e7\u00e3o?<\/h5>\n<p>&nbsp;<br \/>\nOs polit\u00f3logos, os especialistas em marketing e os jornalistas compreendem cada vez mais esta polariza\u00e7\u00e3o e alguns pol\u00edticos e meios de comunica\u00e7\u00e3o social exploram-na cada vez mais para conseguir votos ou audi\u00eancias. Agora, as perguntas come\u00e7am a ser outras: Como sair desta conjuntura? Existe alguma receita para resolver de forma mais controlada os conflitos inerentes \u00e0 democracia? Como se pode recuperar o consenso depois de um longo per\u00edodo de confronta\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria e social?<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h3>ALGUMAS PROPOSTAS<\/h3>\n<p>&nbsp;<br \/>\nExiste algum consenso quanto ao facto de nos mantermos nesta situa\u00e7\u00e3o durante algum tempo. Mas, para al\u00e9m disso, as respostas n\u00e3o s\u00e3o un\u00e2nimes. \u201cA sociedade civil criou iniciativas que promovem o di\u00e1logo entre pessoas que pensam de forma diferente \u2014afirma Yelp\u2014. Estas iniciativas s\u00e3o muito boas e t\u00eam algum impacto, mas s\u00e3o dif\u00edceis de escalar\u201d. Muitos colocam em evid\u00eancia a educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica, o funcionamento do Estado de direito ou a ideia de que, contrariamente \u00e0s afirma\u00e7\u00f5es dos que mais agitam a polariza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis para quest\u00f5es complexas como a imigra\u00e7\u00e3o ou a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. E a maioria restringe-se a pequenos c\u00edrculos de pessoas preocupadas com o clima de confronta\u00e7\u00e3o e com o impacto que este tem na governa\u00e7\u00e3o e na economia, mas que depois n\u00e3o conseguem chegar a setores mais amplos da popula\u00e7\u00e3o. Manuel Arias Maldonado, catedr\u00e1tico de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade de M\u00e1laga e autor do livro (Pos)verdad y democracia, recentemente publicado, considera que \u201cos cidad\u00e3os poderiam cansar-se [da polariza\u00e7\u00e3o] e expressar o seu cansa\u00e7o atrav\u00e9s do voto [noutros partidos] ou nas sondagens\u201d e, enquanto leitores de imprensa ou consumidores, penalizar as organiza\u00e7\u00f5es e os indiv\u00edduos que mais intensificam a polariza\u00e7\u00e3o. \u201cMas, dado o protagonismo dos partidos, dos media e dos cidad\u00e3os dogm\u00e1ticos (que s\u00e3o os mais relevantes nas redes sociais), a possibilidade de a parte hipertrofiada da polariza\u00e7\u00e3o persistir \u00e9 muito elevada\u201d.<\/p>\n<p>Outra das solu\u00e7\u00f5es proposta por muitos acad\u00e9micos, e alguns pol\u00edticos, \u00e9 a regula\u00e7\u00e3o das redes e do jornalismo digital para conter a desinforma\u00e7\u00e3o, que \u00e9 por vezes responsabilizada por grande parte da polariza\u00e7\u00e3o. Arias Maldonado mostra-se muito c\u00e9tico em rela\u00e7\u00e3o a esta possibilidade. N\u00e3o s\u00f3 porque isso implicaria p\u00f4r em causa alguns princ\u00edpios da democracia liberal, como a liberdade de express\u00e3o, mas tamb\u00e9m porque \u201cos governos s\u00e3o os primeiros desinformadores\u201d, afirma. Al\u00e9m disso, no seu livro, salienta que a sociedade atual pode estar a sobrestimar a influ\u00eancia que a chamada \u201cp\u00f3s-verdade\u201d tem no contexto pol\u00edtico atual. \u201cA situa\u00e7\u00e3o em que se encontram as democracias liberais contempor\u00e2neas pode ser explicada de v\u00e1rias maneiras e nem a desvaloriza\u00e7\u00e3o da verdade nem o impacto da digitaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o necessariamente os fatores mais determinantes. Argumentar que os l\u00edderes populistas ou autorit\u00e1rios s\u00e3o o resultado da p\u00f3s-verdade \u00e9 ignorar que houve l\u00edderes populistas e autorit\u00e1rios no passado\u201d, afirma no seu livro. Por conseguinte, restringir a desinforma\u00e7\u00e3o pode ter pouco efeito sobre a polariza\u00e7\u00e3o e pode at\u00e9 ser contraproducente.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h5>Existem algumas iniciativas centradas no ensino da \u201cdespolariza\u00e7\u00e3o\u201d na escola, o que dever\u00e1 ajudar os alunos a aceitarem a exist\u00eancia de fortes discrep\u00e2ncias e a enfrent\u00e1-las e resolv\u00ea-las<\/h5>\n<p>&nbsp;<br \/>\nO que fazer ent\u00e3o? Talvez seja necess\u00e1rio apostar em iniciativas a longo prazo. H\u00e1 algumas que se centram no ensino da \u201cdespolariza\u00e7\u00e3o\u201d nas escolas. Uma delas foi explicada por Kent Lenci, um professor americano que acredita que as escolas n\u00e3o devem pretender ser entidades apol\u00edticas, mas devem assumir que existem fortes discrep\u00e2ncias e ajudar os alunos a enfrent\u00e1-las e a solucion\u00e1-las; isto seria conseguido atrav\u00e9s do ensino de quest\u00f5es como o funcionamento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social ou a aprendizagem social e emocional. Welp tamb\u00e9m fala sobre a educa\u00e7\u00e3o, embora reconhe\u00e7a que a educa\u00e7\u00e3o faz parte do debate polarizado e que, para ajudar a sair da polariza\u00e7\u00e3o, a educa\u00e7\u00e3o deve colocar mais \u00eanfase nos \u201cm\u00e9todos para compreender determinadas quest\u00f5es e desenvolver respostas\u201d do que nos conte\u00fados em si. Yanna Krupnikov, polit\u00f3loga e professora de Comunica\u00e7\u00e3o e Media na Universidade do Michigan, estudou uma figura interessante: o cidad\u00e3o que n\u00e3o segue obsessivamente as not\u00edcias ou participa nas redes sociais com opini\u00f5es pol\u00edticas, mas que vota e, por vezes, muda de partido. O trabalho de Krupnikov sugere que talvez uma sociedade que estivesse menos ligada \u00e0 atualidade imediata, muitas vezes apresentada como infotainment, pudesse ser menos polarizada. H\u00e1 tamb\u00e9m abordagens estritamente pol\u00edticas: por exemplo, que os partidos pol\u00edticos abandonem as propostas de car\u00e1ter bin\u00e1rio e de soma zero &#8211; monarquia ou rep\u00fablica, independ\u00eancia ou sindicalismo, etc. &#8211; e concentrem as suas pol\u00edticas em quest\u00f5es que s\u00e3o, por natureza, gradualistas e que permitem negocia\u00e7\u00f5es e discuss\u00f5es mais t\u00e9cnicas: Quanto devem ser aumentadas as pens\u00f5es? Qual \u00e9 o IRS ideal? Todas as ruas devem ser pedonais ou apenas algumas?<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h5>Alguns polit\u00f3logos defendem que talvez uma sociedade menos sintonizada com as not\u00edcias imediatas, muitas vezes apresentadas como infotainment, pudesse ser menos polarizada<\/h5>\n<p>&nbsp;<br \/>\nAs solu\u00e7\u00f5es para sair dos atuais n\u00edveis de polariza\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o, portanto, nem imediatas nem infal\u00edveis. Como tantas outras vezes, os agentes sociais ter\u00e3o de fazer experi\u00eancias e, por vezes, falhar. Talvez dev\u00eassemos come\u00e7ar por recordar \u00e0 sociedade em geral que os pa\u00edses muito polarizados tendem a ter piores resultados socioecon\u00f3micos do que aqueles que t\u00eam menos confrontos. Reconhecer este facto pode ser um primeiro passo essencial para a despolariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apolariza\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3meno estrutural nas democracias, mas nos \u00faltimos anos tem-se transformado e radicalizado. Depois da explos\u00e3o da crise financeira, a polariza\u00e7\u00e3o foi sobretudo de car\u00e1ter ideol\u00f3gico. Os cidad\u00e3os tinham opini\u00f5es cada vez mais contradit\u00f3rias sobre quest\u00f5es pol\u00edticas como o resgate dos bancos, a fiscalidade e o investimento p\u00fablico. Por\u00e9m, recentemente, adquiriu outras carater\u00edsticas. 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