{"id":476849,"date":"2013-09-05T10:30:21","date_gmt":"2013-09-05T08:30:21","guid":{"rendered":"https:\/\/llyc.global\/ideas\/a-identidade-digital-ou-a-aposta-definitiva-pela-transparencia\/"},"modified":"2026-08-11T14:43:51","modified_gmt":"2026-08-11T12:43:51","slug":"a-identidade-digital-ou-a-aposta-definitiva-pela-transparencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llyc.global\/pt-pt\/ideas\/uno\/a-identidade-digital-ou-a-aposta-definitiva-pela-transparencia\/","title":{"rendered":"A identidade digital ou a aposta definitiva pela transpar\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.revista-uno.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/04_22.jpg\"><\/a><br \/>\nO princ\u00edpio de identidade \u00e9 um dos pilares que cimentou a l\u00f3gica e a filosofia. Um salva- vidas fundamental que nos ajudou a entender e a nomear o mundo que nos cerca. Uma das poucas certezas que nos levou a afirmar que o sol, por mais que mude de cor e de posi\u00e7\u00e3o no firmamento, continuar\u00e1 a ser chamado da mesma maneira porque sua identidade n\u00e3o variou. Sempre ser\u00e1 o sol (inclusive quando s\u00f3 enxerguemos seus raios em um dia nublado). No cen\u00e1rio online, assistimos h\u00e1 anos a uma realidade que faria as del\u00edcias de qualquer psicanalista: nossa identidade digital n\u00e3o tem por que corresponder com o que at\u00e9 agora entend\u00edamos como nossa identidade real. Este desdobramento de nossa personalidade se complica ainda mais se analisarmos o tremendo impacto que representou na internet a irrup\u00e7\u00e3o das redes sociais: a conversa flui em todas as dire\u00e7\u00f5es e, o que \u00e9 ainda mais surpreendente, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 um sentido\u00a0\u00fanico. Todos somos \u2013ou podemos ser\u2013 criadores de mensagens.<\/p>\n<blockquote><p>Nossa identidade\u00a0digital n\u00e3o tem porque corresponder com\u00a0o que at\u00e9 agora\u00a0entend\u00edamos como\u00a0nossa identidade real<\/p><\/blockquote>\n<p>Oscar Wilde, que fez da ironia um estilo de vida, afirmava que era necess\u00e1rio ser um mesmo porque todos os demais j\u00e1 estavam definidos \u201cBe yourself;\u00a0everyone else is already taken\u201d. (( Oscar Wilde (1854-1900).)) Agora mais do que nunca nos vemos na necessidade de definirquem somos porque tememos que sejam outros que se antecipem\u00a0e facilitem sua vers\u00e3o extraoficial de nossa pessoa. H\u00e1 quem opte por guardar uma esp\u00e9cie de anonimato digital com a confian\u00e7a de que, caso se mantenha afastado de blogs e redes sociais, sua identidade ficar\u00e1 ligada unicamente ao que ocorre no mundo real. Alguns j\u00e1 se deram conta de que a internet tamb\u00e9m \u00e9 parte do mundo real, n\u00e3o uma esfera paralela sem conex\u00e3o alguma com nossa realidade. Muitas empresas est\u00e3o mudando sua forma de interagir com os consumidores para que se perceba coer\u00eancia em suas pol\u00edticas de atendimento ao cliente independentemente do meio no qual ocorram. Estabelecer uma divisa entre a experi\u00eancia de compra online e offline de um consumidor deixou de fazer sentido h\u00e1 muito tempo. Quando algu\u00e9m n\u00e3o \u00e9 atendido amavelmente por parte de uma operadora ou se desespera na hora de fazer o pedido atrav\u00e9s do site de sua pizzaria favorita, a imagem mental que esse consumidor decepcionado ter\u00e1 do servi\u00e7o ser\u00e1 seriamente deteriorada. N\u00e3o distinguir\u00e1 se a experi\u00eancia de compra ocorreu em um entorno online ou offline (consistent customer experience across channels). A empresa lhe ter\u00e1 falhado porque n\u00e3o ter\u00e1 atendido eficazmente suas necessidades. Sua reputa\u00e7\u00e3o, o mais tang\u00edvel dos chamados ativos intang\u00edveis, ser\u00e1 corro\u00edda a m\u00e9dio e longo prazos, afetando em \u00faltima inst\u00e2ncia o balan\u00e7o de resultados do restaurante.<\/p>\n<blockquote><p>As redes sociais nos definem tanto\u00a0como nosso documento de identidade\u00a0ou nosso cart\u00e3o de cr\u00e9dito<\/p><\/blockquote>\n<p>O que aconteceu no entorno corporativo nos \u00faltimos cinco anos com a incorpora\u00e7\u00e3o de grandes, m\u00e9dias e pequenas empresas ao ecossistema das redes sociais antecipa claramente o que nos pr\u00f3ximos anos ocorrer\u00e1 no \u00e2mbito da identidade digital pessoal e profissional. As empresas entenderam que, para se relacionar com seus stakeholders ou p\u00fablicos de interesse, \u00e9 preciso antes ter assumido uma identidade, que n\u00e3o responde a outra coisa a n\u00e3o ser possivelmente a pergunta mais complexa que pode ser feita a um executivo- chefe: como se apresenta minha companhia e para o qu\u00ea ela est\u00e1 aqui? A necessidade de definir esta vis\u00e3o foi agu\u00e7ada pela marcada personaliza\u00e7\u00e3o imperante nas redes. A anonimidade dos primeiros chats e f\u00f3runs foi substitu\u00edda pela identifica\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios. A voz pessoal ganha mais import\u00e2ncia do que nunca. Centenas de servi\u00e7os de valor agregado permitem se\u00a0conectar diretamente com contas de Facebook ou Twitter. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio criar um usu\u00e1rio de zero, basta que digamos quem somos. O que parece um simples aceno \u00e0 usabilidade para evitar quebra-cabe\u00e7as aos internautas esconde uma realidade: as redes sociais nos definem tanto como nosso documento de identidade ou nosso cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<br \/>\nA express\u00e3o impress\u00e3o digital \u00e9 muito gr\u00e1fica e esclarece bem o que persegue esse comportamento t\u00e3o humano que \u00e9 o buscar a si mesmo no Google. Em alguns pa\u00edses, este buscador acumula mais de 90% das buscas realizadas fora das redes sociais. Isso implica que o que o buscador disser de n\u00f3s ser\u00e1 visto pela maior parte dos usu\u00e1rios que buscam algo de n\u00f3s. Na primeira p\u00e1gina de resultados, em apenas dez links, certamente estar\u00e1 contida toda a informa\u00e7\u00e3o que muitos procurar\u00e3o para construir nossa identidade \u2013sem sequer nos perguntar nada a respeito\u2013. Bastar\u00e1 encaixar as pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7a.<br \/>\nO posicionamento org\u00e2nico se transformou em uma lucrativa ind\u00fastria (o chamado SEO ou search engine optimization) que visa otimizar os resultados oferecidos pelos buscadores (e cada vez mais as redes sociais) para que os produtos e servi\u00e7os das companhias possam ser encontrados mais facilmente. N\u00e3o conv\u00e9m passar por cima da import\u00e2ncia do conte\u00fado neste processo. Estritamente falando, n\u00e3o se posicionam resultados, se posicionam conte\u00fados. Na hora de melhorar nosso posicionamento pessoal e profissional, \u00e9 essencial definir que tipo de informa\u00e7\u00e3o (visual, audiovisual, em formato texto, etc.) estamos dispostos a compartilhar em nossos perfis de Facebook, Twitter, LinkedIn ou Pinterest. Qual ser\u00e1 nosso relato pessoal e profissional. A resposta a esta pergunta n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o t\u00e1tica como estrat\u00e9gica, j\u00e1 que responde a uma pergunta dos fil\u00f3sofos de todas as \u00e9pocas: quem sou eu? Certamente pensemos que, ao postar uma foto de nossas f\u00e9rias no Facebook, de tuitear uma not\u00edcia no Twitter ou compartilhar um conselho profissional no LinkedIn, nos guiamos por uma vis\u00e3o de curto prazo.<br \/>\nA realidade \u00e9 que transferimos uma vis\u00e3o do mundo que nos faz \u00fanicos e que permite aos demais nos conhecer melhor em n\u00edvel pessoal e profissional. Gra\u00e7as a esse conhecimento nascer\u00e3o rela\u00e7\u00f5es baseadas na confian\u00e7a m\u00fatua que possivelmente nos enriquecer\u00e3o em muitos aspectos. Isso nos leva a pensar que a gest\u00e3o da reputa\u00e7\u00e3o pessoal est\u00e1 no eixo de toda intera\u00e7\u00e3o online e deveria se transformar em uma prioridade para aquelas companhias que entenderam a import\u00e2ncia da conversa e desejam envolver seus melhores profissionais na mesma.<\/p>\n<blockquote><p>A gest\u00e3o da reputa\u00e7\u00e3o pessoal\u00a0est\u00e1 no eixo de qualquer\u00a0intera\u00e7\u00e3o online<\/p><\/blockquote>\n<p>Do ponto de vista da consultoria de comunica\u00e7\u00e3o, se abre uma linha de trabalho apaixonante no que diz respeito \u00e0 gest\u00e3o da identidade digital dos diretores e porta-vozes corporativos. Segundo o estudo Connected generation da IBM ((Connected generation. Perspectives from tomorrow\u2019s leaders in a digitalworld. Insights from the 2012 IBM Global Student Study. IBM Institute for\u00a0Business Value.)), os executivos-chefes veem na tecnologia algo mais que uma ferramenta para melhorar a efici\u00eancia na organiza\u00e7\u00e3o: a consideram um componente essencial na cultura de colabora\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e criatividade necess\u00e1rias para a viabilidade de sua companhia. Nos pr\u00f3ximos cinco anos, as redes sociais e os sites se posicionar\u00e3o n\u00e3o como um canal de intera\u00e7\u00e3o importante com os consumidores, mas como o primeiro em import\u00e2ncia. Esta vis\u00e3o \u2013curiosamente\u2013 \u00e9 compartilhada tanto pelos CEOs como pelos estudantes indagados no estudo da IBM. 58% dos estudantes e 44% dos CEOs afirmaram que a necessidade de transpar\u00eancia tinha que ser a prioridade nas companhias.<\/p>\n<p>\u00c9 surpreendente contrastar como as aspira\u00e7\u00f5es e atitudes dos chamados millennials, aut\u00eanticos nativos digitais que veem as redes sociais como parte<br \/>\nintegrante de sua personalidade, impregnaram os planos de neg\u00f3cio e a vis\u00e3o estrat\u00e9gica das companhias. Percebe-se, no entanto, uma discord\u00e2ncia<br \/>\nentre o que os executivos-chefes consideram que deveriam fazer e o que realmente fazem para gerenciar sua identidade e a de suas equipes na internet.<br \/>\nAtendendo ao estudo global Socializing your CEO, da consultoria de comunica\u00e7\u00e3o Weber Shandwick, atualmente menos de 20% dos CEOs das maiores companhias em n\u00edvel mundial t\u00eam presen\u00e7a nas redes sociais. As companhias que mais est\u00e3o apostando na transpar\u00eancia foram tamb\u00e9m as primeiras a entender as redes sociais como elemento essencial de dita estrat\u00e9gia de abertura e di\u00e1logo com seus stakeholders. N\u00e3o \u00e9 estranho constatar que existe uma rela\u00e7\u00e3o direta\u00a0entre as empresas consideradas mais transparentes segundo as diferentes medi\u00e7\u00f5es existentes e sua pr\u00f3-atividade na gest\u00e3o da identidade digital\u00a0de seus profissionais. A marca pessoal dos diretores e porta-vozes (n\u00e3o s\u00f3 dos executivos-chefes) se apresenta como uma ferramenta essencial na\u00a0gest\u00e3o da reputa\u00e7\u00e3o, o ativo corporativo cujo valor mais aumentou nos \u00faltimos 30 anos, segundo a Standard &amp; Poor\u2019s (superando inclusive os cl\u00e1ssicos ativos tang\u00edveis ensinados nas escolas de neg\u00f3cio h\u00e1 30 anos). N\u00e3o basta que a empresa seja vi\u00e1vel e ganhe dinheiro: h\u00e1 que se gerar confian\u00e7a em seus p\u00fablicos de interesse. E esses p\u00fablicos de interesse agora t\u00eam nome e sobrenomesnas redes sociais.<\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o basta que a empresa seja\u00a0e ganhe dinheiro: h\u00e1 de gerar\u00a0confian\u00e7a em seus p\u00fablicos de interesse<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/www.revista-uno.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/04_11.jpg\"><\/a>Quais s\u00e3o os principais empecilhos na hora de abordar a presen\u00e7a dos diretores em redes? Ap\u00f3s in\u00fameras reuni\u00f5es com diretores com perfis variados,\u00a0qualquer consultor de comunica\u00e7\u00e3o online concordar\u00e1 quanto \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o das barreiras que impedem que ocorra o salto definitivo \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o 2.0: o atraso na incorpora\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o da identidade digital na estrat\u00e9gia e cultura da companhia, o desconhecimento t\u00e9cnico das redes e o argumento da falta de tempo para gerenciar sua presen\u00e7a nas mesmas. Felizmente, as tr\u00eas barreiras mencionadas s\u00e3o facilmente salv\u00e1veis com um plano de a\u00e7\u00e3o correto. A primeira delas \u00e9 a que exige um maior esfor\u00e7o de sensibiliza\u00e7\u00e3o por parte das equipes internas e externas que liderem esta iniciativa. \u00c9 necess\u00e1rio mencionar que a identidade digital n\u00e3o h\u00e1 de ser vista como uma a\u00e7\u00e3o isolada orientada a fazer dos diretores estrelas da blogosfera e das redes. O que representa um plano de a\u00e7\u00e3o coerente \u00e9 a necessidade de adaptar a cultura corporativa a uma nova realidade a fim de ganhar em efic\u00e1cia, gerar confian\u00e7a e melhorar as rela\u00e7\u00f5es com os stakeholders internos e externos. Os millennials, jovens consumidores e profissionais de pleno direito, n\u00e3o chegam a entender de que mudan\u00e7a cultural estamos falando porque a conversa 2.0 faz parte de seu modo de se relacionar com o mundo. Por outro lado, o desconhecimento t\u00e9cnico das redes costuma gerar receio, rejei\u00e7\u00e3o frontal ou inclusive medo. Na pr\u00e1tica, isso se traduz em imobilismo. O conhecimento do marco de atua\u00e7\u00e3o e as possibilidades t\u00e9cnicas de cada rede resolve de forma eficaz esta resist\u00eancia l\u00f3gica \u2013e sobretudo humana\u2013 perante o desconhecido. A falta de tempo \u00e9 possivelmente um dos maiores mitos associados \u00e0s redes. O estabelecimento de um calend\u00e1rio de publica\u00e7\u00e3o personalizado e o dom\u00ednio\u00a0das ferramentas dispon\u00edveis fazem com que a gera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados em redes se transforme em algo t\u00e3o rotineiro como a leitura di\u00e1ria dos e-mails\u00a0acumulados na caixa de entrada do Outlook.<br \/>\nOnde est\u00e1 a mola que pode fazer que se inicie a engrenagem da identidade digital? Na forma de abordar um projeto t\u00e3o apaixonante quanto complexo.<br \/>\nN\u00e3o se trata de tramitar bens de consumo ou servi\u00e7os, mas de gerenciar pessoas, com suas motiva\u00e7\u00f5es, aspira\u00e7\u00f5es e temores. Por este motivo, uma primeira fase de consultoria \u00e9 altamente recomend\u00e1vel. No final dessa fase de consultoria, na qual ser\u00e1 definido o documento estrat\u00e9gico que firmar\u00e1 as bases para a intera\u00e7\u00e3o posterior, ficar\u00e3o claros os objetivos que o plano de identidade digital perseguir\u00e1, os poss\u00edveis riscos reputacionais que podem surgir no exerc\u00edcio de pronunciamentos de porta-vozes em redes e outros espa\u00e7os online e ser\u00e3o estabelecidas as expectativas dos diferentes p\u00fablicos e, certamente, dos profissionais envolvidos. A restri\u00e7\u00e3o dar\u00e1 passo \u00e0 pr\u00f3-atividade, e cada profissional come\u00e7ar\u00e1 sua caminhada nas redes buscando seu tom pessoal, uma voz que lhe defina frente ao p\u00fablico ao qual se dirigir\u00e1 e que o avaliar\u00e1 por sua capacidade de gerar e compartilhar conte\u00fados de interesse.<\/p>\n<blockquote><p>Aqueles diretores que abordem\u00a0de maneira inteligente esta mudan\u00e7a\u00a0cultural contribuir\u00e3o de forma\u00a0determinante para a melhora\u00a0da reputa\u00e7\u00e3o corporativa dascompanhias que lideram<\/p><\/blockquote>\n<p>Ap\u00f3s a fase inicial de consultoria e defini\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia de identidade digital, ter\u00e1 come\u00e7o a fase informativa, orientada a sensibilizar os participantes do programa dos benef\u00edcios que se derivam de sua presen\u00e7a em redes como Twitter, onde poder\u00e3o emergir com capacidade de influ\u00eancia em suas respectivas \u00e1reas de interesse ou no LinkedIn, a rede que lhes permitir\u00e1 estabelecer contato com provedores, clientes, companheiros ou profissionais de setor e que lhes permitir\u00e1 melhorar sua competitividade, trabalhar de forma mais eficiente e se informar sobre novas tend\u00eancias. A fase de informa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser complementada com uma fase posterior de forma\u00e7\u00e3o, estritamente orientada ao dom\u00ednio das t\u00e9cnicas de gest\u00e3o: principais redes e caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas a cada uma delas, complementaridade e limites entre o pessoal e o profissional, identifica\u00e7\u00e3o de temas e interlocutores,\u00a0truques e rotinas, ferramentas de m\u00e9trica e acompanhamento, etc.<br \/>\nA \u00faltima fase, embora n\u00e3o por isso menos necess\u00e1ria, \u00e9 a fase de assist\u00eancia. A auditoria peri\u00f3dica da identidade e da reputa\u00e7\u00e3o digital permite avaliar e medir de forma objetiva os avan\u00e7os realizados. O estabelecimento de uma rotina personalizada para cada profissional por causa das conclus\u00f5es das reuni\u00f5es de trabalho pr\u00e9vias se apresenta como uma ferramenta fundamental para o bom desempenho individual da tarefa de constru\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o da identidade digital.<br \/>\nSem lugar para d\u00favidas, a banal express\u00e3o pessoal branding fica muito curta para definir este fen\u00f4meno que est\u00e1 mudando a forma como os cidad\u00e3os interagem em seu \u00e2mbito pessoal e profissional. Aqueles diretores que abordam de maneira inteligente esta mudan\u00e7a cultural n\u00e3o se arrepender\u00e3o,\u00a0j\u00e1 que contribuir\u00e3o de forma determinante para a melhora da reputa\u00e7\u00e3o corporativa das companhias que lideram. Mais uma vez, os consumidores\u00a0e cidad\u00e3os est\u00e3o um passo \u00e0 frente. \u00c9 o momento de aproveitar esta oportunidade hist\u00f3rica para conversar com eles e lhes dizer quem somos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O princ\u00edpio de identidade \u00e9 um dos pilares que cimentou a l\u00f3gica e a filosofia. Um salva- vidas fundamental que nos ajudou a entender e a nomear o mundo que nos cerca. 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