{"id":477217,"date":"2015-03-10T17:17:29","date_gmt":"2015-03-10T16:17:29","guid":{"rendered":"https:\/\/llyc.global\/ideas\/a-inteligencia-no-setor-privado-como-vantagem-competitiva\/"},"modified":"2026-08-11T13:45:22","modified_gmt":"2026-08-11T11:45:22","slug":"a-inteligencia-no-setor-privado-como-vantagem-competitiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llyc.global\/pt-pt\/ideas\/uno\/a-inteligencia-no-setor-privado-como-vantagem-competitiva\/","title":{"rendered":"A Intelig\u00eancia no setor privado como vantagem competitiva"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.revista-uno.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/011_2.jpg\"><\/a>No passado, os servi\u00e7os de intelig\u00eancia estatais e as empresas mantinham contato principalmente para prevenir situa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 seguran\u00e7a de suas opera\u00e7\u00f5es e seus colaboradores. O risco era de atentados terroristas a bens e pessoas, preven\u00e7\u00e3o de sequestros e outras situa\u00e7\u00f5es de perigo em zonas de conflito.<\/p>\n<p>Hoje em dia estes riscos persistem, ainda que de outra \u00edndole, mas, al\u00e9m disso, se vem complementados por uma pan\u00f3plia de novas amea\u00e7as que surgiram com as novas tecnologias (ciberataques), com a expans\u00e3o internacional de suas empresas e com aut\u00eanticos conflitos n\u00e3o mais b\u00e9licos, mas de ordem econ\u00f4mica. No nosso tempo, o campo de batalha principal \u00e9 econ\u00f4mico. Mesmo na Europa e entre s\u00f3cios e aliados.<\/p>\n<blockquote><p>A import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da intelig\u00eancia evoluiu de respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a na empresa \u00e0 mesa do presidente ou CEO da companhia<\/p><\/blockquote>\n<p>A CNI passou do Minist\u00e9rio da Defesa, a depender da Vice-Presid\u00eancia do Estado, precisamente por expandir tamb\u00e9m seu marco de a\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de seguran\u00e7a e defesa do Estado aos interesses gerais deste. E em mat\u00e9ria de capital privado, a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da intelig\u00eancia evoluiu de respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a na empresa \u00e0 mesa do presidente ou CEO da companhia. O termo, rec\u00e9m-cunhado, \u00e9 Intelig\u00eancia Corporativa.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XXI, os servi\u00e7os de intelig\u00eancia dos Estados fortaleceram as divis\u00f5es de intelig\u00eancia econ\u00f4mica, especificamente dedicadas \u00e0 defesa dos interesses econ\u00f4micos, financeiros e empresariais, em \u00faltima an\u00e1lise dedicando-se ao monitoramento e \u00e0 vigil\u00e2ncia de tudo o que seja capaz de gerar um interesse econ\u00f4mico nacional no campo defensivo ou expansivo. Da mesma forma, os presidentes de grandes empresas foram dotados desta vantagem competitiva com a contrata\u00e7\u00e3o de consultores especializados nesta mat\u00e9ria.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.revista-uno.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/011.jpg\"><\/a>No campo defensivo, um Estado vigiar\u00e1 tudo o que possa desestabilizar a economia, as finan\u00e7as ou o com\u00e9rcio do pa\u00eds. Por exemplo, todos os pa\u00edses que dependam de um recurso mineral ou f\u00f3ssil continuar\u00e3o e apoiar\u00e3o as ind\u00fastrias do setor, estrat\u00e9gicas para o Estado. Se em um primeiro momento se pensa no petr\u00f3leo ou em energia de forma geral, seja na Europa, pela depend\u00eancia do fornecimento, ou em outras latitudes ricas energeticamente, surpreende que a maior amea\u00e7a seja, por exemplo, o corte das rotas de abastecimento de \u00e1gua ou fornecimento de alimentos. Em 48 horas de bloqueio, qualquer pa\u00eds do Golfo \u00c1rabe enfrentaria graves consequ\u00eancias para a sua popula\u00e7\u00e3o. Esta situa\u00e7\u00e3o de crise poderia ser provocada por uma guerra nas proximidades, por um boicote ou retalia\u00e7\u00e3o a algumas san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, ou at\u00e9 mesmo por uma greve dos trabalhadores da \u00e1rea de transportes. Agora escutamos como a dr\u00e1stica queda dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo podem desestabilizar alguns pa\u00edses e h\u00e1 tr\u00eas anos os mercados financeiros ensinaram isto, particularmente a Espanha, falando de resgate. Os recursos, a economia, os mercados financeiros e o ciberespa\u00e7o s\u00e3o os principais campos de batalha atuais.<\/p>\n<p>No campo expansivo, \u00e9 comum que as empresas e cons\u00f3rcios empresariais tenham o apoio de suas embaixadas e dos servi\u00e7os de intelig\u00eancia econ\u00f4mica dos seus pa\u00edses de origem \u2013 se eles disp\u00f5em disto &#8211; assim como de seus s\u00f3cios empresariais locais. Pa\u00edses aliados no plano politico s\u00e3o pontualmente formid\u00e1veis advers\u00e1rios comerciais com empresas ou cons\u00f3rcios concorrentes entre si em concursos ou contratos internacionais. Como afirmou Jos\u00e9 Antonio Llorente nestas p\u00e1ginas, \u00e9 imprescind\u00edvel dispor de informa\u00e7\u00f5es e da correta an\u00e1lise desta, por um lado, e da capacidade de relacionamento p\u00fablico e privado, por outro. Portanto, al\u00e9m dos imprescind\u00edveis servi\u00e7os de escrit\u00f3rios de advocacia, consultores de comunica\u00e7\u00e3o e de relacionamento institucional, os servi\u00e7os de intelig\u00eancia estrat\u00e9gica s\u00e3o contratados.<\/p>\n<blockquote><p>Al\u00e9m dos imprescind\u00edveis servi\u00e7os de escrit\u00f3rios de advocacia, consultores de comunica\u00e7\u00e3o e de relacionamento institucional, os servi\u00e7os de intelig\u00eancia estrat\u00e9gica s\u00e3o contratados<\/p><\/blockquote>\n<p>Vale a pena destacar que o relacionamento p\u00fablico (ou <em>lobbying<\/em>) tende a ser confundido com a capacidade de influencia ou press\u00e3o (<em>advocacy<\/em>) e com a atividade de intelig\u00eancia. Todas se complementam. A influ\u00eancia \u00e9 exercida sobretudo por meio da comunica\u00e7\u00e3o e do plano de relacionamento com todos os <em>stakeholders<\/em> da empresa, criando assim, uma opini\u00e3o favor\u00e1vel aos nossos interesses, enquanto o <em>lobbying<\/em> profissionalizado, por sua vez, exerce o trabalho de argumenta\u00e7\u00e3o e de defesa dos interesses (<em>advocacy<\/em> no mundo anglo-sax\u00e3o), com l\u00edderes de opini\u00e3o e tomadores de decis\u00f5es estrat\u00e9gicas fornecendo informa\u00e7\u00f5es e argumentos chaves que ajudam a diferenciar as vantagens competitivas. A intelig\u00eancia corporativa, por sua vez, investiga e analisa o estado da opini\u00e3o de todos os interlocutores, seus c\u00edrculos de confian\u00e7a e de influ\u00eancia e as estrat\u00e9gias e movimentos t\u00e1ticos dos concorrentes. Na Fran\u00e7a, estes s\u00e3o chamados de <em>veille strat\u00e9gique<\/em> ou vig\u00edlia estrat\u00e9gica. Isso n\u00e3o \u00e9 deixado ao acaso e s\u00e3o expressamente contratados, de forma permanente ou quando est\u00e1 em jogo um contrato ou uma aquisi\u00e7\u00e3o em grande escala.<\/p>\n<p>Enquanto nos Estados Unidos, Fran\u00e7a, Reino Unido e Alemanha s\u00e3o v\u00e1rias as empresas de consultoria especializadas nesta atividade de intelig\u00eancia que trazem valor agregado de primeira ordem estrat\u00e9gica a seus clientes, na Espanha somos poucos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No passado, os servi\u00e7os de intelig\u00eancia estatais e as empresas mantinham contato principalmente para prevenir situa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 seguran\u00e7a de suas opera\u00e7\u00f5es e seus colaboradores. O risco era de atentados terroristas a bens e pessoas, preven\u00e7\u00e3o de sequestros e outras situa\u00e7\u00f5es de perigo em zonas de conflito. 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