{"id":58489,"date":"2020-06-10T00:00:00","date_gmt":"2020-06-09T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/llyc.global\/2020\/06\/10\/a-nova-era-do-marketing-de-influencia\/"},"modified":"2023-10-27T10:45:04","modified_gmt":"2023-10-27T08:45:04","slug":"a-nova-era-do-marketing-de-influencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llyc.global\/pt-pt\/ideas\/a-nova-era-do-marketing-de-influencia\/","title":{"rendered":"A NOVA ERA DO MARKETING DE INFLU\u00caNCIA"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; inner_width=&#8221;auto&#8221; inner_max_width=&#8221;none&#8221;][et_pb_row collapsed=&#8221;off&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; width=&#8221;80%&#8221; max_width=&#8221;1080px&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221; custom_padding=&#8221;|||&#8221;][et_pb_image _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243; src=&#8221;http:\/\/ideaspt.llorenteycuenca.com\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/06\/PODCAST-PT.jpg&#8221; box_shadow_horizontal_tablet=&#8221;0px&#8221; box_shadow_vertical_tablet=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur_tablet=&#8221;40px&#8221; box_shadow_spread_tablet=&#8221;0px&#8221; vertical_offset_tablet=&#8221;0&#8243; horizontal_offset_tablet=&#8221;0&#8243; z_index_tablet=&#8221;0&#8243; \/][et_pb_image _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243; src=&#8221;http:\/\/ideaspt.llorenteycuenca.com\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/06\/PODCAST-PT.jpg&#8221; box_shadow_horizontal_tablet=&#8221;0px&#8221; box_shadow_vertical_tablet=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur_tablet=&#8221;40px&#8221; box_shadow_spread_tablet=&#8221;0px&#8221; vertical_offset_tablet=&#8221;0&#8243; horizontal_offset_tablet=&#8221;0&#8243; z_index_tablet=&#8221;0&#8243; \/][et_pb_text admin_label=&#8221;Intro&#8221; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<h2><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h2>\n<p>No meio do choque que a COVID-19 provocou nas marcas e na ind\u00fastria do marketing, muitas compreenderam, nas palavras de Jordi Black da Zine que \u201cas que tinham estabelecido parcerias com influencers tinham alavancas e redes de seguran\u00e7a diferentes das que n\u00e3o tinham\u201d. No meio de uma pandemia que representou o fecho das produ\u00e7\u00f5es oficiais, muitas marcas tiveram s\u00e9rios problemas na hora de criar conte\u00fado de qualidade que pudessem estabelecer rela\u00e7\u00f5es com os seus p\u00fablicos.\u00a0 Com uma previs\u00e3o de investimento no valor de 10 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares nos pr\u00f3ximos meses, resta saber como uma prov\u00e1vel recess\u00e3o do setor afetar\u00e1 estes n\u00fameros. Mas este \u00e9 tamb\u00e9m um bom momento para refletir sobre a evolu\u00e7\u00e3o que teve e ter\u00e1 a ind\u00fastria do marketing de influ\u00eancia numa nova era.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, enquanto o volume de neg\u00f3cio dedicado a influencers n\u00e3o deixou de crescer, assistimos tamb\u00e9m ao desenvolvimento de um sentimento anti-influencer para o qual contribu\u00edram, em grande medida, a explos\u00e3o das fake news e a prolifera\u00e7\u00e3o de seguidores falsos. Os casos abundam, entre eles, o de Yovana Mendoza, antes conhecida como Rawvana, uma influencer crud\u00edvora vegan que apareceu a comer peixe numa publica\u00e7\u00e3o de outro influencer e, face \u00e0 pol\u00e9mica, acabou por mudar a sua identidade nas redes sociais. Experi\u00eancias concretas que tiveram repercuss\u00e3o global por declara\u00e7\u00f5es ou conte\u00fado inadequados de influencers tamb\u00e9m levaram as marcas a pedir desculpas e manifestarem-se publicamente para se distanciar deles. Pelo caminho, surgiram inclusive casos de par\u00f3dias desta situa\u00e7\u00e3o, como o de Jenya Kenner, que deixa os seus seguidores intrigados acerca do que \u00e9 real ou n\u00e3o, ironizando, assim, sobre a superficialidade do setor.<\/p>\n<p><strong>O principal problema da evolu\u00e7\u00e3o do marketing de influ\u00eancia e do seu descr\u00e9dito \u00e9 que, com demasiada frequ\u00eancia, todos (marcas, ag\u00eancias e os pr\u00f3prios influencers) trataram uma t\u00e9cnica de influ\u00eancia com os tiques das t\u00e9cnicas de alcance, <\/strong>ficando pelo caminho valor para uma ind\u00fastria que, como qualquer uma inicialmente, era \u201co selvagem oeste\u201d. O ecossistema de influencers foi afetado tamb\u00e9m por marcas imediatistas, que apostaram em trabalhar com influencers de milh\u00f5es de seguidores mediante pagamentos igualmente avultados sem manter nenhuma coer\u00eancia com os territ\u00f3rios e valores das suas pr\u00f3prias empresas.\u00a0 Isto levou a que muitos esperassem um tratamento especial e inclusive produtos dispendiosos gratuitamente sem entregar nada em troca. Um territ\u00f3rio com pouca regulamenta\u00e7\u00e3o e onde as pessoas agiam basicamente como lhes apetecia.<\/p>\n<p>Na realidade, este sentimento anti-influencer \u00e9 uma oportunidade para que a ind\u00fastria do marketing de influ\u00eancia se profissionalize. O interesse de algumas institui\u00e7\u00f5es contribuiu para a mudan\u00e7a de modelo, como a Federal Trade Commission (FTC) nos Estados Unidos, para regular este modelo de rela\u00e7\u00e3o entre influencers e marcas. Assim como os esfor\u00e7os de empresas como a Kellogg\u00b4s ou a Unilever, decididas a lutar contra as contas falsas. Embora j\u00e1 existam normativas vigentes que se encaminham para a transpar\u00eancia, o seu cumprimento est\u00e1 a ser lento, entre outras coisas, pelas pr\u00f3prias reservas de algumas marcas, que acreditam que tornar a rela\u00e7\u00e3o com o influencer expl\u00edcita pode prejudicar a sua efic\u00e1cia. Mesmo apesar de estudos como o identificado em 2018 pela Harvard Business Review\u00a0 (realizado por Alice Audrezet e Karine Charry) o desmentirem. Por outro lado, como se destaca no relat\u00f3rio \u2018What\u00b4s next for influencers marketing?\u2019: \u201cnenhum influencer consegue garantir que tem um p\u00fablico limpo. 1 em cada 3 influencers diz que, em algum momento do passado, lhes ofereceram followers ou engagement. Isto indica que at\u00e9 com as melhores inten\u00e7\u00f5es da sua parte, os respons\u00e1veis de marketing ter\u00e3o de encontrar uma maneira de ter em conta uma propor\u00e7\u00e3o de fake followers nas suas estimativas\u201d.<\/p>\n<p>De seguida, desenvolveremos alguns dos segredos da transforma\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria que procura o seu lugar no marketing, enquanto luta contra as suas pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; src=&#8221;http:\/\/ideaspt.llorenteycuenca.com\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/06\/1-1-1.png&#8221; align=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; \/][et_pb_image _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; src=&#8221;http:\/\/ideaspt.llorenteycuenca.com\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/06\/1-1-1.png&#8221; align=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; \/][et_pb_text admin_label=&#8221;COINCIDENCIA EN VALORES Y AUTENTICIDAD &#8221; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<h2><strong>COINCID\u00caNCIA NOS VALORES E NA AUTENTICIDADE<br \/>\n<em>ou Como escolher os parceiro adequados<\/em><\/strong><\/h2>\n<p>S\u00e3o cada vez mais as marcas que entendem que n\u00e3o se trata s\u00f3 de ter uma rede de influencers com milh\u00f5es de seguidores, mas tamb\u00e9m, e sobretudo, de criar uma melhor coer\u00eancia entre os seus valores e os destes colaboradores. Esta reflex\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 a ocorrer por parte das marcas \u2013 abundam tamb\u00e9m os exemplos de influencers que imp\u00f5em o seu crit\u00e9rio de trabalhar s\u00f3 com empresas com as quais partilham valores, como \u00e9 o caso de Sophia Li, influencer viajante consciente de que s\u00f3 desenvolve colabora\u00e7\u00f5es com marcas sustent\u00e1veis que encaixem dentro do conceito de \u201cconte\u00fado consciente\u201d.\u00a0 Esta tend\u00eancia coincide com a da explos\u00e3o dos influencers com prop\u00f3sito, centrados em causas que v\u00e3o desde a sa\u00fade mental aos direitos dos animais, passando pela sustentabilidade.<\/p>\n<p>Muitos influencers tornaram-se refer\u00eancias para os consumidores que apostam em consumir marcas respons\u00e1veis para com o ambiente. Acontece com o \u201ctesting animal\u201d na \u00e1rea da beleza atrav\u00e9s de contas como @sustainably_vegan ou com o \u201clow impact movement\u201d impulsionado por @crueltyfreewithme ou no veganismo e nos direitos dos animais difundidos por @thatvegancouple. Hoje em dia, os influencers com prop\u00f3sito movem-se frequentemente perto ou dentro de movimentos ativistas como o da regulamenta\u00e7\u00e3o das armas nos Estados Unidos \u2013 como \u00e9 o caso de Emma Gonz\u00e1lez (sobrevivente do tiroteio de Parkland) \u2013, a procura de uma maior educa\u00e7\u00e3o sexual (Killer and a Sweet Thang) ou o apoio \u00e0s mulheres que, na ind\u00fastria da moda e da beleza, lidam com disfun\u00e7\u00f5es alimentares (The Chain). Todos eles s\u00e3o exemplos de como estas tend\u00eancias se cristalizam no mundo digital e podem liderar movimentos contra as marcas, mas, sobretudo, podem ser grandes aliados para as estrat\u00e9gias de ativismo das mesmas.<\/p>\n<p>Em 2019, o Instagram anunciou a sua inten\u00e7\u00e3o de eliminar os \u201clikes\u201d para promover a qualidade do conte\u00fado em detrimento de outros crit\u00e9rios, em linha com uma procura generalizada de uma maior autenticidade e uma menor reprodu\u00e7\u00e3o de conte\u00fados pr\u00e9-fabricados. Essa procura da autoexpress\u00e3o e da autenticidade, \u00e0 qual j\u00e1 fizemos refer\u00eancia na nossa <a href=\"https:\/\/ideas.llorenteycuenca.com\/2018\/01\/tendencias-consumer-engagement-2018\/\">an\u00e1lise de tend\u00eancias de 2018 <\/a>, reflete-se, por exemplo, no caso de Rianne Meijer, uma influencer que tende a realizar compara\u00e7\u00f5es entre imagens tratadas com filtro e outras sem ele. Uma das cr\u00edticas ao setor mais repetidas recentemente tem que ver com a homogeneidade do mesmo, caso que a Paper Magazine denunciou na altura ao recompilar as 100 contas do Instagram com mais seguidores, o que permitiria perceber que a maioria eram mulheres jovens de ra\u00e7a branca. Nesta reportagem, chegaram inclusive a fundir imagens para estabelecer qual seria o retrato rob\u00f4 de uma influencer de \u00eaxito nos dias de hoje, o que evidenciou uma consider\u00e1vel falta de diversidade.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text admin_label=&#8221;Destacado&#8221; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; custom_margin=&#8221;60px|60px|60px|60px&#8221; custom_padding=&#8221;30px|30px|30px|30px&#8221; background_color=&#8221;#e6eef4&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u201cUnir os valores da marca aos valores do influencer \u2013 e faz\u00ea-lo desde o primeiro momento e a partir de briefings mais flex\u00edveis que privilegiem a autenticidade \u2013 favorece o desenvolvimento de uma rela\u00e7\u00e3o genu\u00edna com os influencers \u201d<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text admin_label=&#8221;coincidendencia pt 2&#8243; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<p>\u00c0 procura de uma crescente autenticidade est\u00e3o tamb\u00e9m a proliferar novas tem\u00e1ticas que antes pareciam distantes do mundo dito \u201cperfeito\u201d dos influencers \u2013 como, por exemplo, a procura da auto-aceita\u00e7\u00e3o ou do body positive. No extremo contr\u00e1rio, pode-se situar o caso de Chris Buetti, analista de dados desenvolvido por @beautiful.newyorkcity, com uma conta automatizada para a qual treinou uma IA que obt\u00e9m fotos de outros perfis e carrega-os para o pr\u00f3prio perfil acrescentando hashtags. Outro exemplo \u00e9 a prolifera\u00e7\u00e3o de avatares digitais, alguns deles j\u00e1 aut\u00eanticas celebridades internacionais, como \u00e9 o caso de Lil Miquela, Dadeko Noonoouri ou Shudu (a primeira supermodelo digital do mundo).<\/p>\n<p>Unir os valores da marca aos valores do influencer \u2013 e faz\u00ea-lo desde o primeiro momento e a partir de briefings mais flex\u00edveis que privilegiem a autenticidade \u2013 favorece o desenvolvimento de uma rela\u00e7\u00e3o genu\u00edna com os influencers. No fundo \u00e9 uma forma diferente de os olhar: como criadores de conte\u00fado para os seus canais pr\u00f3prios e para as marcas, mas procurando algo que os estimule tamb\u00e9m \u2013 s\u00f3 isso possibilitar\u00e1 \u00a0a credibilidade que transmitem aos seguidores e um alinhamento mais natural com os valores da marca.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text admin_label=&#8221; ESTRUCTURA DE CONVERSACI\u00d3N &#8221; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<h2><strong>\u00a0ESTRUTURA DE CONVERSA <em>ou Como desenvolver rela\u00e7\u00f5es e n\u00e3o campanhas<\/em><\/strong><\/h2>\n<p>Apesar do reinado atual do Instagram ou da emerg\u00eancia do Tik Tok, os influencers est\u00e3o cada vez mais conscientes de que o seu futuro n\u00e3o pode depender de plataformas concretas, nem sequer de categorias espec\u00edficas. Por isso, podemos detetar influencers cada vez mais polivalentes, que acumulam seguidores de diferentes interesses e com focos diferenciados por plataforma. De momento, as marcas est\u00e3o a dar prioridade cada vez mais \u00e0 expertise e \u00e0 capacidade de influ\u00eancia real de determinados influencers em comunidades que s\u00e3o cruciais para a sua estrat\u00e9gia de marketing. Nesta linha, o trabalho com micro-influencers foi-se normalizando \u00e0 medida que o KPI de engagement foi crescendo em relev\u00e2ncia \u2013 j\u00e1 que a capacidade relacional destes \u00faltimos costuma ser muito superior ao dos seus colegas mais estabelecidos e profissionalizados.<\/p>\n<p>Outro elemento a ter em conta no futuro \u00e9 a predomin\u00e2ncia das conversas atrav\u00e9s de aplica\u00e7\u00f5es fechadas ou semifechadas, que dificultam a medi\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias como estavam a ser feitas at\u00e9 agora. Al\u00e9m da explos\u00e3o das aplica\u00e7\u00f5es de envio de mensagens, o mundo da conversa\u00e7\u00e3o social est\u00e1 a mudar com o aparecimento de ecossistemas fechados e controlados \u00e0 volta de determinados influencers. \u00c9 o caso da Escapex, que cria plataformas sociais descentralizadas que funcionam de maneira semelhante ao Instagram, mas com um controlo total por parte do influencer, e que j\u00e1 est\u00e3o a ser utilizadas por personalidades como Jeremy Renner ou Alessandra Ambrosio. Desta forma, os influencers n\u00e3o est\u00e3o dependentes no futuro do aparecimento ou desaparecimento de determinadas plataformas sociais e podem criar estrat\u00e9gias de monetiza\u00e7\u00e3o direta com os seus f\u00e3s sem necessidade do patroc\u00ednio de marcas.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text admin_label=&#8221;Destacado&#8221; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; custom_margin=&#8221;60px|60px|60px|60px&#8221; custom_padding=&#8221;30px|30px|30px|30px&#8221; background_color=&#8221;#e6eef4&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u201c<strong>Detetar as novas comunidades torna-se uma necessidade para as marcas na hora de as associar aos relatos que desenvolvem em determinados territ\u00f3rios, como os do lifestyle ou da cultura urbana<\/strong>\u201d<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text admin_label=&#8221; ESTRUCTURA DE CONVERSACI\u00d3N 2&#8243; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<p>Por outro lado, as marcas mais avan\u00e7adas est\u00e3o a construir estrat\u00e9gias que combinam a cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado com o marketing de influ\u00eancia e fazem-no atrav\u00e9s do trabalho est\u00e1vel e, a longo prazo, mais do que pelo lan\u00e7amento de campanhas ou a\u00e7\u00f5es pontuais. Uma estrat\u00e9gia que s\u00f3 se foque em influencers ou s\u00f3 em conte\u00fado em websites ou redes perder\u00e1 a oportunidade de realmente tirar proveito das ferramentas dispon\u00edveis e formatos que existem hoje. <strong>Construir estruturas de conversa\u00e7\u00e3o baseadas em relatos de marca nas quais nem todos os perfis desempenham o mesmo papel, mas todos desempenham um papel dentro da conversa\u00e7\u00e3o, \u00e9 fundamental para obter resultados eficazes<\/strong>. Quanto aos conte\u00fados, por esta altura, sabe-se que o reinado pertence ao v\u00eddeo, mas n\u00e3o se deve descartar outros formatos em ascens\u00e3o, como o do \u00e1udio (com os podcasts a liderar), que tamb\u00e9m est\u00e1 a funcionar cada vez melhor e s\u00e3o mais econ\u00f3micos de produzir.<\/p>\n<p>Detetar as novas comunidades torna-se uma necessidade para as marcas na hora de as associar aos relatos que desenvolvem em determinados territ\u00f3rios, como os do lifestyle ou da cultura urbana. A criatividade que algumas destas comunidades de tend\u00eancia desenvolvem no mundo digital est\u00e1 frequentemente relacionada com uma democratiza\u00e7\u00e3o do art\u00edstico atrav\u00e9s das redes sociais. Entre elas, destacam-se, por exemplo, as que optam pela falsifica\u00e7\u00e3o para realizar interven\u00e7\u00f5es criativas, as que trabalham o atributo de qualidade a objetos mundanos, os criadores de filtros digitais de realidade aumentada e de memes, ou inclusive o ressurgimento da cria\u00e7\u00e3o narrativa atrav\u00e9s das redes. Grande parte do talento criativo mais subversivo e relevante da atualidade utiliza as redes (e sobretudo, o Instagram) como campo de batalha e representa uma oportunidade para as marcas que o saibam detetar e faz\u00ea-lo crescer conforme os seus objetivos.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; src=&#8221;http:\/\/ideaspt.llorenteycuenca.com\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/06\/3-2-1.png&#8221; align=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; \/][et_pb_text admin_label=&#8221;ADVOCACY CON CLIENTES Y EMPLEADOS &#8221; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<h2><strong><em>\u00a0ADVOCACY<\/em> COM CLIENTES E COLABORADORES<br \/>\n<em>ou Como construir influ\u00eancia al\u00e9m dos influencers profissionais<\/em><br \/>\n<\/strong><\/h2>\n<p>Em 2018, a Macy\u2019s lan\u00e7ou a Style Crew, uma comunidade formada a partir da expertise dos seus pr\u00f3prios funcion\u00e1rios e focada na partilha de conselhos de estilo e beleza online com os clientes. \u00a0Como comenta um relat\u00f3rio do Influencer Marketing Hub, \u201co advocacy de clientes e colaboradores existe, mas relativamente poucas empresas se deram conta do potencial que tem. Isto tende a mudar \u00e0 medida que os neg\u00f3cios reconhecem que, embora estas pessoas n\u00e3o tenham o maior n\u00famero de seguidores, o seu entusiasmo e conhecimento dos produtos e servi\u00e7os da empresa servem para compensar o seu alcance mais reduzido\u201d.<\/p>\n<p>Em linha com a coer\u00eancia de valores e a procura da autenticidade que coment\u00e1vamos anteriormente, mas tamb\u00e9m com a efic\u00e1cia na comunica\u00e7\u00e3o, parece l\u00f3gico que as marcas comecem a aperceber-se do potencial por utilizar de embaixadores de marca cred\u00edveis que t\u00eam entre os seus pr\u00f3prios colaboradores e clientes. A ideia de superf\u00e3s foi-se desenvolvendo timidamente no mundo das marcas atrav\u00e9s de plataformas como a Zyper, que utiliza IA para estabelecer contacto entre marcas com 1% dos seus cliente top (e n\u00e3o com os influencers tradicionais). A Zyper permite interagir com estes f\u00e3s sobre recomenda\u00e7\u00f5es de produto e permite que estes se transformem em verdadeiros embaixadores de marca atrav\u00e9s de acesso a produtos gratuitos.<\/p>\n<p>Na mesma linha, a Adidas lan\u00e7ou o The Creators Club, um programa de membership que dava a possibilidade aos seus consumidores mais entusiastas de ter acesso antecipado a produtos, eventos e promo\u00e7\u00f5es especiais. Como destaca a Fast Company, este modelo de rela\u00e7\u00e3o foi evoluindo at\u00e9 permitir aos pr\u00f3prios membros da comunidade vender produtos da Adidas, passando da influ\u00eancia \u00e0 venda social.<\/p>\n<p>No caso do advocacy com colaboradores, \u00e9 frequente as empresas continuarem a pecar pela falta de comunica\u00e7\u00e3o entre departamentos, assim como cada vez abunda mais o desenvolvimento de programas de embaixadores para a atualidade corporativa das empresas. No entanto, esquecemo-nos com frequ\u00eancia da capacidade de gerar confian\u00e7a em terceiros atrav\u00e9s das estrat\u00e9gias de marketing ou de produto. Uma vis\u00e3o mais integrada do potencial destes superf\u00e3s internos permite sempre melhorar o impacto e a coer\u00eancia das mensagens, ao mesmo tempo que desenvolve o orgulho de perten\u00e7a dentro das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text admin_label=&#8221;NUEVAS MANERA DE MEDIR &#8221; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<h2><strong>NOVAS MANEIRAS DE MEDIR <em> o Como enfrentar o dilema da rentabilidade<\/em><br \/>\n<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pergunta b\u00e1sica que, hoje em dia, ainda se continuam a colocar muitos respons\u00e1veis de marketing na hora de empreender estrat\u00e9gias de influ\u00eancia \u00e9 a de como medir o seu ROI. Segundo um relat\u00f3rio da Zine do ano passado, metade dos respons\u00e1veis participantes manifestaram que, apesar de o seu conhecimento sobre como funciona o marketing de influ\u00eancia ter aumentado, ainda continua sem estar ao mesmo n\u00edvel de transpar\u00eancia que outras \u00e1reas do marketing digital e, em concreto, assinalam dois aspetos que afetam diretamente o ROI: pre\u00e7os e p\u00fablicos-alvo. 42% dos inquiridos reconheciam pedir comprovativo do n\u00famero de seguidores e engagement e s\u00f3 18% de relat\u00f3rios sobre o componente demogr\u00e1fico dos n\u00fameros desses influencers. A incerteza sobre o facto de poder estar a pagar por um p\u00fablico ou um engagement que n\u00e3o s\u00e3o reais continua a ser um dos grandes medos dos respons\u00e1veis de marketing e desde a ind\u00fastria, isto s\u00f3 se pode combater com um maior grau de transpar\u00eancia \u00e0 medida que se avan\u00e7a na profissionaliza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A falta de standards para o pricing ou a pouca acessibilidade a m\u00e9tricas fi\u00e1veis escalon\u00e1veis tamb\u00e9m n\u00e3o contribuem para a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a de muitos respons\u00e1veis de marketing.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Assim, enquanto nas marcas o foco esteja cada vez mais em m\u00e9tricas de engagement e vendas diretas, do outro lado, 75% dos influencers do relat\u00f3rio da Zine dizem que se sentiriam mais c\u00f3modos se as marcas se preocupassem mais com a qualidade do conte\u00fado quando elaboram uma colabora\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m dos \u00e2mbitos de alcance ou de engagement, a reivindica\u00e7\u00e3o dos influencers da qualidade do conte\u00fado como m\u00e9trica tem sentido se a entendermos em termos de relev\u00e2ncia e analisarmos como pode contribuir num contexto de estrutura de conversa um determinado influencer ou conte\u00fado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text admin_label=&#8221;Destacado&#8221; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; custom_margin=&#8221;60px|60px|60px|60px&#8221; custom_padding=&#8221;30px|30px|30px|30px&#8221; background_color=&#8221;#e6eef4&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u201cA falta de standards para o pricing ou a pouca acessibilidade a m\u00e9tricas fi\u00e1veis escalon\u00e1veis tamb\u00e9m n\u00e3o contribuem para a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a de muitos respons\u00e1veis de marketing.\u201d<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; src=&#8221;http:\/\/ideaspt.llorenteycuenca.com\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/06\/2-2-1.png&#8221; align=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; \/][et_pb_image _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; src=&#8221;http:\/\/ideaspt.llorenteycuenca.com\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/06\/4-1.png&#8221; align=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; \/][et_pb_image _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; src=&#8221;http:\/\/ideaspt.llorenteycuenca.com\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/06\/PT.jpg&#8221; align=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; \/][et_pb_divider _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; show_divider=&#8221;on&#8221; color=&#8221;#777777&#8243; height=&#8221;12px&#8221; \/][et_pb_text admin_label=&#8221;credenciales&#8221; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;]<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 16px;\">Este artigo foi realizado com a colabora\u00e7\u00e3o de Catalina Agudelo, Vanessa Balc\u00e1zar, Nuno Cunha, Isabelle Leal, B\u00e1rbara Mart\u00ednez de Irujo e Carla Martins.<br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; inner_width=&#8221;auto&#8221; inner_max_width=&#8221;none&#8221;][et_pb_row collapsed=&#8221;off&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; width=&#8221;80%&#8221; max_width=&#8221;1080px&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221; custom_padding=&#8221;|||&#8221;][et_pb_image _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243; src=&#8221;http:\/\/ideaspt.llorenteycuenca.com\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/06\/PODCAST-PT.jpg&#8221; box_shadow_horizontal_tablet=&#8221;0px&#8221; box_shadow_vertical_tablet=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur_tablet=&#8221;40px&#8221; box_shadow_spread_tablet=&#8221;0px&#8221; vertical_offset_tablet=&#8221;0&#8243; horizontal_offset_tablet=&#8221;0&#8243; z_index_tablet=&#8221;0&#8243; \/][et_pb_image _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243; src=&#8221;http:\/\/ideaspt.llorenteycuenca.com\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/06\/PODCAST-PT.jpg&#8221; box_shadow_horizontal_tablet=&#8221;0px&#8221; box_shadow_vertical_tablet=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur_tablet=&#8221;40px&#8221; box_shadow_spread_tablet=&#8221;0px&#8221; vertical_offset_tablet=&#8221;0&#8243; horizontal_offset_tablet=&#8221;0&#8243; z_index_tablet=&#8221;0&#8243; \/][et_pb_text admin_label=&#8221;Intro&#8221; _builder_version=&#8221;3.1.1&#8243; text_orientation=&#8221;left&#8221;] INTRODU\u00c7\u00c3O No meio do choque que a COVID-19 provocou nas marcas e na ind\u00fastria do marketing, muitas compreenderam, nas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":58490,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[88],"class_list":["post-58489","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ideas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v24.7 (Yoast SEO v24.7) - 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