{"id":82730,"date":"2023-02-16T00:00:00","date_gmt":"2023-02-15T23:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/llyc.global\/2023\/02\/16\/las-heridas-abiertas-del-sistema-sanitario-en-2023\/"},"modified":"2023-11-03T11:53:03","modified_gmt":"2023-11-03T10:53:03","slug":"las-heridas-abiertas-del-sistema-sanitario-en-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llyc.global\/pt-pt\/healthcare\/tendencias\/las-heridas-abiertas-del-sistema-sanitario-en-2023\/","title":{"rendered":"As feridas abertas do sistema de sa\u00fade em 2023"},"content":{"rendered":"<p>O debate sobre quest\u00f5es de sa\u00fade, sempre cheio de controv\u00e9rsia, continuar\u00e1 ativo em 2023 com v\u00e1rios focos de aten\u00e7\u00e3o. Obviamente, h\u00e1 continuidade com as preocupa\u00e7\u00f5es dos relat\u00f3rios dos anos anteriores (o problema dos cuidados de sa\u00fade mental, o envelhecimento, Uma S\u00f3 Sa\u00fade ou One Health, que inclui a aten\u00e7\u00e3o ao ambiente como um fator de preven\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria). <strong>Mas os hotspots previstos especificamente para este ano s\u00e3o os seguintes:<\/strong><\/p>\n<h2><strong>1.- <\/strong><strong>Elei\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h2>\n<p>Para o sistema de sa\u00fade, <strong>as elei\u00e7\u00f5es mais influentes ser\u00e3o as dos governos regionais<\/strong>, pois os cuidados de sa\u00fade representam entre 23,83% dos or\u00e7amentos de Navarra e 38,42% dos de Castela e Le\u00e3o (mais 60%), uma varia\u00e7\u00e3o que se traduz em despesas per capita que v\u00e3o de 1.284 euros em Madrid a 2.015 euros no Pa\u00eds Basco, de acordo com dados de 2022. Para Juan Jos\u00e9 Rodr\u00edguez-Send\u00edn, ex-presidente da <em>Organizaci\u00f3n M\u00e9dica Colegial<\/em>, devido ao calend\u00e1rio eleitoral, embora &#8220;muitas mudan\u00e7as sejam necess\u00e1rias, nada ser\u00e1 feito ou remendos ser\u00e3o postos em pr\u00e1tica&#8221;. Por exemplo, ele acredita que para o conflito levantado pelos trabalhadores dos cuidados prim\u00e1rios &#8220;v\u00e3o ser colocados recursos&#8221; para o resolver, mas sem um plano para chegar \u00e0 raiz do problema. &#8220;Nesta fase, falar de um pacto de estado para a sa\u00fade&#8221; parece um sonho imposs\u00edvel. &#8220;Tem sido proposto h\u00e1 mais de 20 anos, mas com a atual polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 imposs\u00edvel&#8221;, diz Send\u00edn.<\/p>\n<p>Para Jos\u00e9 Soto Bonel, presidente da <em>Sociedad Espa\u00f1ola de Directivos de la Salud<\/em> (Sedisa), as elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o o momento de insistir na profissionaliza\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis pela gest\u00e3o da sa\u00fade, &#8220;formados para o perfil de gest\u00e3o que ocupam, e com as compet\u00eancias t\u00e9cnicas e transversais para o fazer&#8221;.<\/p>\n<p>Insiste que &#8220;a despolitiza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o e transpar\u00eancia deve ser um facto, para que o perfil do gestor seja estabelecido como o de um profissional de gest\u00e3o, uma posi\u00e7\u00e3o sujeita a uma avalia\u00e7\u00e3o objetiva baseada em resultados nos cuidados de sa\u00fade, economia, participa\u00e7\u00e3o profissional e lideran\u00e7a social, dentro de um c\u00f3digo de boa gest\u00e3o&#8221;, em vez de afirmar com convic\u00e7\u00e3o que esta quest\u00e3o far\u00e1 parte do debate.<\/p>\n<h2><strong>2.- <\/strong><strong>Despesas de sa\u00fade<\/strong><\/h2>\n<p>Independentemente dos processos eleitorais, <strong>as despesas de sa\u00fade continuar\u00e3o a aumentar a menos que a crise econ\u00f3mica se agrave<\/strong>, como aconteceu em 2012, adverte Fernando Lamata, ex-secret\u00e1rio geral da sa\u00fade e ex-ministro da sa\u00fade de Castilla-La Mancha. &#8220;E ainda n\u00e3o recuperou aos n\u00edveis pr\u00e9-crise&#8221;, acrescenta ele. Carlos Alberto Arenas D\u00edaz, vice-presidente da <em>Fundaci\u00f3n Econom\u00eda y Salud<\/em>, contrap\u00f5e isto com o esfor\u00e7o feito &#8211; que deve ser mantido &#8211; para &#8220;recuperar o n\u00edvel de atua\u00e7\u00e3o antes da pandemia&#8221;.<\/p>\n<p>Lamata, contudo, n\u00e3o v\u00ea &#8220;um forte compromisso com os cuidados de sa\u00fade como previs\u00edvel, pelo que a qualidade dos cuidados p\u00fablicos continuar\u00e1 a deteriorar-se, com o seu impacto na mortalidade e nas listas de espera&#8221;.\u00a0 De facto, em 2021 houve 450.744 mortes, em compara\u00e7\u00e3o com 417.626 em 2019, de acordo com o INE. No entanto, o impacto dos cortes e a pandemia sobrep\u00f5em-se, e o efeito dever\u00e1 ser visto mais a m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<h3><strong>2.1 Listas de espera<\/strong><\/h3>\n<p>O n\u00famero de pessoas \u00e0 espera de uma opera\u00e7\u00e3o atingiu um recorde de 742.518 em Junho de <a href=\"https:\/\/www.sanidad.gob.es\/estadEstudios\/estadisticas\/inforRecopilaciones\/listaEspera.htm\">2022 (\u00faltimos dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade)<\/a>, mas o n\u00famero de pessoas \u00e0 espera durante mais de seis meses diminuiu ligeiramente. Isto deve-se \u00e0 reativa\u00e7\u00e3o da atividade ap\u00f3s a pandemia, um processo que dever\u00e1 ser mantido em 2023 a menos que uma crise econ\u00f3mica ou de sa\u00fade (um coronav\u00edrus mais grave ou outro agente patog\u00e9nico emergente) o fa\u00e7a reverter.<\/p>\n<h3><strong>2.2 <\/strong><strong>Despesas farmac\u00eauticas<\/strong><\/h3>\n<p>Anna Garc\u00eda-Alt\u00e9s, presidente da <em>Asociaci\u00f3n de Econom\u00eda de la Salud<\/em> (AES), salienta que &#8220;o pre\u00e7o dos medicamentos voltar\u00e1 a subir no debate p\u00fablico&#8221; que se centrar\u00e1 &#8220;na evolu\u00e7\u00e3o para uma entidade independente que avalie a efic\u00e1cia comparativa e a rela\u00e7\u00e3o custo-efic\u00e1cia, para avaliar se vale a pena pagar por todos estes novos avan\u00e7os terap\u00eauticos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A maior parte do aumento das despesas de sa\u00fade (que deveria ser chamado investimento) deve-se ao pre\u00e7o dos medicamentos&#8221;, diz Lamata, &#8220;que subiu 5% no \u00faltimo ano. E concorda com o Send\u00edn &#8211; ambos s\u00e3o atualmente membros da Associa\u00e7\u00e3o de Acesso Justo aos Medicamentos &#8211; que &#8220;este aumento retira a outros itens, tais como pessoal&#8221;. Isto manifesta-se na &#8220;perda de qualidade <u>relatada pelo CIS<\/u> e <u>pelos \u00faltimos Bar\u00f3metros de Sa\u00fade<\/u>&#8220;, diz Lamata. \u00c9 por isso que insistem que a fixa\u00e7\u00e3o destes valores deve ser feita com transpar\u00eancia e que, diz o antigo presidente da <em>Organizaci\u00f3n M\u00e9dica Colegial<\/em>, &#8220;o pre\u00e7o deve ser garantido, com o benef\u00edcio correspondente para os fabricantes, mas sem a coer\u00e7\u00e3o de que, se n\u00e3o pagarem, deixam algu\u00e9m sem tratamento&#8221;.<\/p>\n<h3><strong>2.3 <\/strong><strong>Pessoal<\/strong><\/h3>\n<p>As greves e manifesta\u00e7\u00f5es dos trabalhadores da sa\u00fade, principalmente nos cuidados prim\u00e1rios, reabriram o debate sobre a sua disponibilidade e forma\u00e7\u00e3o, que voltou \u00e0 linha da frente (\u00e9 um tema recorrente sempre que h\u00e1 um desacordo entre as comunidades e o minist\u00e9rio).<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias raz\u00f5es para a escassez de recursos. H\u00e1 uma estrutural: tanto m\u00e9dicos como enfermeiros (e outros especialistas tais como psic\u00f3logos ou qu\u00edmicos) t\u00eam um longo processo de forma\u00e7\u00e3o, de modo que aqueles que come\u00e7aram na universidade h\u00e1 cerca de 10 anos atr\u00e1s terminar\u00e3o a sua forma\u00e7\u00e3o em 2023. Neste contexto, a declara\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.rtve.es\/noticias\/20221219\/sanidad-falta-medicos-comunidades-trabajo\/2412306.shtml\">Ministra da Sa\u00fade, Carolina Darias, a 19 de Dezembro<\/a> do ano passado, de que o n\u00famero de lugares nos cuidados prim\u00e1rios tinha aumentado 40% desde 2018, permitir\u00e1 que mais especialistas estejam dispon\u00edveis, mas por volta deste ano (o MIR dura quatro anos).<\/p>\n<p>E a op\u00e7\u00e3o de formar muitos mais especialistas n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, por mais faculdades que estejam abertas. Os residentes (MIR ou EIR, dependendo se est\u00e3o em medicina ou enfermagem) necessitam de est\u00e1gios com tutores do sistema de sa\u00fade que, por sua vez, devem suportar o fardo dos cuidados di\u00e1rios do paciente.\u00a0 A op\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizar m\u00e9dicos com forma\u00e7\u00e3o estrangeira, mas validar as suas qualifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 um processo f\u00e1cil ou r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, alguns licenciados n\u00e3o querem exercer em Espanha ou trabalhar nas especialidades mais procuradas, como a medicina familiar, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho (hor\u00e1rio de trabalho, carga de trabalho, precariedade e sal\u00e1rio) que lhes s\u00e3o oferecidas. Um exemplo disto \u00e9 que na \u00faltima atribui\u00e7\u00e3o de lugares do MIR, 200 lugares de medicina familiar ficaram por preencher devido \u00e0 falta de procura. Tamb\u00e9m aponta na mesma dire\u00e7\u00e3o que existem cerca de 4.000 m\u00e9dicos que todos os anos preparam os seus documentos para irem trabalhar para o estrangeiro, embora a <em>Organizaci\u00f3n M\u00e9dica Colegial <\/em>estime que apenas metade deles o faz.<\/p>\n<h2><strong>3.- <\/strong><strong>A crise e a Presid\u00eancia da UE<\/strong><\/h2>\n<p><strong>O ressurgimento da preocupa\u00e7\u00e3o com a Covid na China \u00e9 apenas a mais recente crise sanit\u00e1ria<\/strong> &#8211; de preocupa\u00e7\u00e3o mais local do que global neste momento, a menos que apare\u00e7am mais muta\u00e7\u00f5es letais para as quais as vacinas atuais s\u00e3o in\u00fateis &#8211; e sem d\u00favida que se seguir\u00e3o mais, diz Lamata. Isto deve-se a tr\u00eas fatores, diz ele: &#8220;Press\u00e3o demogr\u00e1fica, altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas [de novo a ideia de Uma \u00danica Sa\u00fade] e a atual facilidade de mobilidade de centenas de milh\u00f5es de pessoas&#8221;, o que aproxima os humanos e os agentes patog\u00e9nicos em animais ou outros nichos e facilita a sua propaga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>3.1. Resist<\/strong><strong>\u00eancia a antibi\u00f3ticos<\/strong><\/h3>\n<p>Para al\u00e9m das poss\u00edveis crises causadas por novos v\u00edrus, h\u00e1 uma j\u00e1 incipiente, a da resist\u00eancia das bact\u00e9rias comuns aos antibi\u00f3ticos. Um caso surpreendente e preocupante \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.who.int\/es\/news-room\/fact-sheets\/detail\/multi-drug-resistant-gonorrhoea\">o da gonorreia<\/a>, para o qual j\u00e1 foram comunicados casos quase sem tratamento dispon\u00edvel em Espanha. Este <u>problema poder\u00e1 causar 10 milh\u00f5es de mortes at\u00e9 2050<\/u> se n\u00e3o for resolvido antes dessa data, e enfrenta uma falta de interesse das grandes empresas farmac\u00eauticas em desenvolver medicamentos espec\u00edficos, apesar do impulso que <u>a Uni\u00e3o Europeia lhe quer dar, que prop\u00f5e incentivos<\/u> como o prolongamento do per\u00edodo de patentes para estes e outros produtos das empresas que investem neste setor.<\/p>\n<p>Nestas situa\u00e7\u00f5es, Carlos Alberto Arenas D\u00edaz, vice-presidente da Fundaci\u00f3n Econom\u00eda y Salud , salienta que &#8220;os fundos de investimento devem estar dispon\u00edveis para conting\u00eancias sanit\u00e1rias com elevado impacto econ\u00f3mico, tais como uma epidemia ou o lan\u00e7amento de um novo medicamento ou terapia eficaz mas muito dispendioso&#8221;.<\/p>\n<h3><strong>3.2 Presid<\/strong><strong>\u00eancia europeia<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que a pr\u00f3xima grande amea\u00e7a venha durante a presid\u00eancia espanhola da UE, na segunda metade de 2023, acrescenta Lamata. &#8220;At\u00e9 agora, a UE tinha acordado que os cuidados de sa\u00fade eram da compet\u00eancia de cada pa\u00eds, mas a Covid lan\u00e7ou a\u00e7\u00f5es de coordena\u00e7\u00e3o, tais como a compra conjunta de vacinas&#8221;, que a Espanha, com a sua experi\u00eancia na gest\u00e3o partilhada dos cuidados, poderia impulsionar.<\/p>\n<h2><strong>4.- Ag<\/strong><strong>\u00eancia de Sa\u00fade P\u00fablica.<\/strong><\/h2>\n<p><strong>2023 deve ser o ano &#8211; se o partidarismo eleitoral n\u00e3o o impedir &#8211; quando a Ag\u00eancia de Sa\u00fade P\u00fablica for criada<\/strong>. Mas h\u00e1 um precedente preocupante: algo muito mais simples, como a avalia\u00e7\u00e3o do comportamento das administra\u00e7\u00f5es durante a crise do coronav\u00edrus, que nem sequer foi iniciado dois anos depois de ter sido anunciado. A ag\u00eancia &#8220;deve representar um avan\u00e7o cooperativo e coordenador em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, cobertura vacinal, gest\u00e3o de dados e, assim, um refor\u00e7o da devida transpar\u00eancia e boa governan\u00e7a sanit\u00e1ria&#8221;, diz Garc\u00eda-Alt\u00e9s. E pode desempenhar um papel importante face a futuras crises europeias ou globais, acrescenta Lamata.<\/p>\n<h2><strong>5.- Aten<\/strong><strong>\u00e7\u00e3o digital<\/strong><\/h2>\n<p><strong>&#8220;A telemedicina e os sistemas de informa\u00e7\u00e3o representam os principais desafios para assegurar a continuidade dos cuidados&#8221;<\/strong>, diz Carina Escobar, presidente da <em>Plataforma de Organizaciones de Pacientes<\/em> (POP). &#8220;Neste sentido, certas a\u00e7\u00f5es poderiam ser levadas a cabo para melhorar o acesso, tais como a adapta\u00e7\u00e3o de instrumentos de sa\u00fade digitais como a Hist\u00f3ria Cl\u00ednica Compartilhada (HCC) \u00e0s caracter\u00edsticas e necessidades particulares das pessoas com doen\u00e7as cr\u00f3nicas (principalmente os idosos); e a promo\u00e7\u00e3o da equidade territorial no acesso aos cuidados de sa\u00fade presenciais, especialmente complexos para as pessoas que vivem em zonas rurais&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Garc\u00eda-Alt\u00e9s salienta que &#8221; conseguir uma vis\u00e3o de cuidados de sa\u00fade e de assist\u00eancia social equitativa requer a expans\u00e3o, pelo menos em quantidade, dos cuidados de sa\u00fade digitais&#8221;, mas que isto pode ser &#8220;relativamente f\u00e1cil&#8221;. &#8220;N\u00e3o esque\u00e7amos que 100% dos cuidados de sa\u00fade cara-a-cara n\u00e3o voltar\u00e3o&#8221;, diz ele. &#8220;Os cuidados telef\u00f3nicos ser\u00e3o consolidados e a resist\u00eancia ser\u00e1 ultrapassada para melhorar os cuidados de v\u00eddeo&#8221;, bem como a gest\u00e3o dos pacientes atrav\u00e9s da avalia\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia&#8221;, acrescenta ele. &#8220;Uma vez ultrapassado o medo da transfer\u00eancia de dados, os gestores p\u00fablicos (departamentos de sa\u00fade regionais, sistemas de sa\u00fade regionais) ir\u00e3o para al\u00e9m da compatibilidade e interoperabilidade dos sistemas de registos de sa\u00fade eletr\u00f3nicos: com a devida autoriza\u00e7\u00e3o dos utilizadores, come\u00e7ar\u00e3o a oferecer os seus dados pessoais e a sua gest\u00e3o para uma cobertura &#8220;preventiva&#8221; individualizada. Neste sentido, a Comunidade de Madrid deu um passo em frente, e anunciou que <u>os cuidados de sa\u00fade p\u00fablicos e privados partilhar\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre os pacientes.<\/u><\/p>\n<p>Send\u00edn manifesta-se receoso acerca desta integra\u00e7\u00e3o de dados p\u00fablicos com os privados quando a hist\u00f3ria cl\u00ednica digital compartilhada ainda n\u00e3o foi resolvida, de modo a que se um m\u00e9dico num hotel, por exemplo, tratar uma pessoa com um ataque card\u00edaco, n\u00e3o pode consultar a sua hist\u00f3ria. &#8220;Outra coisa \u00e9 que cada paciente tem acesso e pode dar a sua hist\u00f3ria a quem quiser&#8221; e isso n\u00e3o acontece como agora, em que &#8220;o paciente recebe a informa\u00e7\u00e3o que a pessoa que o controla lhe quer dar&#8221;.<\/p>\n<p>Lamata adverte tamb\u00e9m que &#8220;a interoperabilidade entre os cuidados p\u00fablicos da Muface e outros servi\u00e7os (sa\u00fade militar ISFAS, por exemplo) com a sa\u00fade p\u00fablica n\u00e3o foi sequer resolvida&#8221;, e n\u00e3o acredita que venha a ser abordada este ano. Em qualquer caso, insiste que &#8220;a seguran\u00e7a dos dados \u00e9 fundamental&#8221; nestas interliga\u00e7\u00f5es, mas admite que a telemedicina, a robotiza\u00e7\u00e3o e a intelig\u00eancia artificial v\u00e3o fazer progressos consider\u00e1veis, e que &#8220;as grandes empresas j\u00e1 est\u00e3o a trabalhar nisso&#8221;. Por esta raz\u00e3o, afirma que &#8220;a coordena\u00e7\u00e3o e o controlo do investimento p\u00fablico&#8221; nesta \u00e1rea deve ser intensificado. Caso contr\u00e1rio, &#8220;a ind\u00fastria privada tender\u00e1 a monopolizar as inova\u00e7\u00f5es&#8221;, acrescenta Send\u00edn.<\/p>\n<h3><strong>5.1 Brecha digital <\/strong><\/h3>\n<p>A digitaliza\u00e7\u00e3o tem um desafio, admite Garc\u00eda Alt\u00e9s: <strong>&#8220;Para evitar a exclus\u00e3o de grupos que necessitam de cuidados complexos e cr\u00f3nicos no p\u00fablico em geral&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>Deve ter-se em conta que, de <u>acordo com os \u00faltimos dados do INE<\/u>, 25% dos maiores de 65 anos n\u00e3o utilizaram a Internet nos \u00faltimos tr\u00eas meses, e <u>20% n\u00e3o t\u00eam um telem\u00f3vel com liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Internet<\/u>. \u00c9 l\u00f3gico pensar que \u00e0 medida que as pessoas mais novas envelhecem, as compet\u00eancias digitais das pessoas mais velhas ir\u00e3o aumentar, mas existem fatores, tais como a perda de poder de compra e compet\u00eancias (vis\u00e3o, compet\u00eancias psicomotoras, dem\u00eancia em maior ou menor grau) que podem significar que aqueles com menos de 65 anos que hoje operam um smartphone ir\u00e3o perder compet\u00eancias \u00e0 medida que envelhecem.<\/p>\n<p>Soto Bonel salienta que &#8220;os cuidados presenciais e individualizados devem ser recuperados, o que \u00e9 fundamental devido ao facto de a popula\u00e7\u00e3o ter uma alfabetiza\u00e7\u00e3o digital limitada, embora as novas tecnologias sejam um bem que n\u00e3o pode ser desperdi\u00e7ado, dado que h\u00e1 muitos seguimentos que podem ser efetuados de forma telem\u00e1tica&#8221;.<\/p>\n<h2><strong>6.- <\/strong><strong>Os pacientes. <\/strong><\/h2>\n<p>O papel dos pacientes e outros utilizadores do sistema de sa\u00fade est\u00e1 sem d\u00favida a crescer. J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 qualquer ponto nos programas, planos, confer\u00eancias de imprensa ou eventos p\u00fablicos no setor que n\u00e3o os envolvam. O seu papel cada vez mais proativo, informado e exigente leva Arenas D\u00edaz a propor &#8220;ter escolas de doentes nos servi\u00e7os de sa\u00fade&#8221;.<\/p>\n<h3><strong>6.1 <\/strong><strong>Procura crescente<\/strong><\/h3>\n<p>A digitaliza\u00e7\u00e3o dos cuidados de sa\u00fade a todos os n\u00edveis tem um objetivo: satisfazer uma procura crescente. Em Espanha, mais de 21 milh\u00f5es de pessoas com mais de 15 anos de idade t\u00eam um diagn\u00f3stico de doen\u00e7a cr\u00f3nica (54% da popula\u00e7\u00e3o), recorda Carina Escobar, presidente da <em>Plataforma de Organizaciones de Pacientes<\/em>. &#8220;Em Dezembro de 2022, a POP publicou uma nova edi\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio dos Cuidados ao Paciente, que analisa o modelo tradicional de cuidados de sa\u00fade e prop\u00f5e desafios e estrat\u00e9gias para a sua transforma\u00e7\u00e3o. No total, o documento identifica 24 desafios para melhorar o acesso aos cuidados de sa\u00fade e sociais, concentrando-se principalmente no planeamento, acesso ao diagn\u00f3stico precoce, acesso aos cuidados, acesso ao tratamento, inova\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o, continuidade dos cuidados e coordena\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria e social. Acreditamos que \u00e9 necess\u00e1ria uma nova abordagem \u00e0 cr\u00f3nica para o pr\u00f3ximo ano, com dete\u00e7\u00e3o precoce da fragilidade e um sistema interdisciplinar e coordenado entre centros de sa\u00fade e centros sociais, tendo sempre em conta a abordagem de equidade.<\/p>\n<h2><strong>7.- <\/strong><strong>Redefini\u00e7\u00e3o do sistema.<\/strong><\/h2>\n<p>Apesar do cepticismo de alguns peritos sobre a capacidade do sistema para empreender transforma\u00e7\u00f5es profundas, tanto o POP como outras organiza\u00e7\u00f5es v\u00e3o manter a exig\u00eancia &#8211; e esperar que fa\u00e7a parte da agenda &#8211; de <strong>um sistema mais &#8220;l\u00edquido e coordenado&#8221;<\/strong>. &#8220;A reorienta\u00e7\u00e3o do atual modelo de cuidados para a cronicidade requer, fundamentalmente, a transforma\u00e7\u00e3o digital do sistema, a estratifica\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e o refor\u00e7o dos cuidados prim\u00e1rios&#8221;, diz Escobar, que afirma que &#8220;embora todas as comunidades aut\u00f3nomas estejam atualmente a trabalhar, ou planeiem faz\u00ea-lo, numa reorienta\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica do seu atual modelo de cuidados para a cronicidade, as importantes mudan\u00e7as e desafios que o sistema necessita n\u00e3o foram implementados&#8221;. &#8220;Em termos de continuidade dos cuidados, a coordena\u00e7\u00e3o dos cuidados, a telemedicina e os sistemas de informa\u00e7\u00e3o representam os principais desafios para a garantir, acrescenta. Para o efeito, &#8220;\u00e9 necess\u00e1rio melhorar a coordena\u00e7\u00e3o entre profissionais e n\u00edveis de cuidados, garantir a exist\u00eancia de telemedicina adaptada aos diferentes perfis de doentes cr\u00f3nicos, criar ou melhorar sistemas de informa\u00e7\u00e3o partilhada e desenvolver e monitorizar indicadores para medir a coordena\u00e7\u00e3o dos cuidados de sa\u00fade&#8221;.<\/p>\n<p>Em termos de acesso ao tratamento, as propostas para criar iniciativas de colabora\u00e7\u00e3o entre farm\u00e1cias comunit\u00e1rias e farm\u00e1cias hospitalares que permitam a distribui\u00e7\u00e3o de medicamentos hospitalares atrav\u00e9s de farm\u00e1cias comunit\u00e1rias e crit\u00e9rios unificados sobre os profissionais que devem prescrever cada tratamento farmacol\u00f3gico a doentes cr\u00f3nicos s\u00e3o particularmente dignas de nota. E destaca um facto: &#8220;41% dos pacientes que n\u00e3o recebem cuidados domicili\u00e1rios consideram que a dada altura teriam precisado deles&#8221;. Nesta linha, Arenas D\u00edaz sublinha a import\u00e2ncia de ter uma &#8220;implementa\u00e7\u00e3o quase universal de cuidados paliativos em casa&#8221;.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da necess\u00e1ria reformula\u00e7\u00e3o do sistema, o presidente dos gestores de sa\u00fade, Soto Bonel, salienta que &#8220;em 2023 continuar\u00e1 a ser essencial empreender mudan\u00e7as organizacionais nas organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade que respondam \u00e0s novas realidades e forne\u00e7am valor, tanto para os doentes, como para os profissionais de sa\u00fade, para o sistema de sa\u00fade e para a sociedade. As novas realidades incluem o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, a cronicidade, a queda da taxa de natalidade, a digitaliza\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7a dos valores sociais, face aos quais devemos refor\u00e7ar os Cuidados Prim\u00e1rios como um valor fundamental do nosso Sistema de Sa\u00fade, e uma an\u00e1lise da organiza\u00e7\u00e3o do modelo que os Cuidados Prim\u00e1rios requerem atualmente&#8221;.<\/p>\n<p>A carta de inten\u00e7\u00f5es e a agenda parecem claras para os profissionais. Resta saber se, num ano de elei\u00e7\u00f5es, estas quest\u00f5es ser\u00e3o trazidas para o debate pol\u00edtico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O debate sobre quest\u00f5es de sa\u00fade, sempre cheio de controv\u00e9rsia, continuar\u00e1 ativo em 2023 com v\u00e1rios focos de aten\u00e7\u00e3o. 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