A nova diplomacia

11 jul 2014

 

No século XXI, a diplomacia não é mais desenvolvida com exclusividade pelos Ministérios ou pelas Embaixadas dos países, e sim, de forma paralela, com a sociedade civil, que se tornou a embaixadora dos interesses das nações no exterior.

Essa mudança de paradigma ocorre em um ambiente no qual o grande desafio para a diplomacia contemporânea é destacar a importância do serviço que presta a sua nação, aos seus cidadãos e as suas organizações empresariais, financeiras e sociais.

Essa transformação dos papéis e das responsabilidades da diplomacia do século XXI ocorre ao mesmo tempo em que se acelera o ritmo da revolução das Tecnologias da Informação e a Comunicação, que se tornaram o centro de gravidade da diplomacia, ou seja, a projeção do poder e da influência das nações dentro do ambiente digital. É neste novo território que os cidadãos compartilham e discutem os assuntos da atualidade que os afetam, entre os quais, o trabalho desempenhado pelo serviço exterior para a defesa dos seus interesses e a satisfação das suas expectativas, cada vez mais crescentes, em um modelo de gestão que, à força, torna-se muito mais inclusivo e participativo para todos.

A diplomacia do século XXI aposta em um novo paradigma de liderança nas relações internacionais

Nye cunhou a ideia de soft power e de smart power, enquanto Seib fala do impacto das redes sociais sobre a real-time diplomacy, para citar dois dos autores mais conhecidos que escreveram sobre a questão da nova diplomacia. Em qualquer caso, todas essas ideias têm um denominador comum: são novos tempos para a gestão da influência das nações do mundo.

Neste contexto de mudanças, a UNO 17 quer contribuir e refletir sobre o papel inovador da diplomacia, que requer uma modificação, reconfiguração e reprogramação de suas atividades diplomáticas para pensar e executar uma estratégia coerente com o novo ambiente internacional.

Por outro lado, este número propõe novas formas de organizar o serviço externo, de estabelecer as relações externas com os cidadãos e, em suma, de fazer diplomacia hoje e no futuro.

Nossos agradecimentos a todos aqueles que contribuíram para este número e, de forma especial, ao professor Juan Luis Manfredi, pela sua participação especial.

 

Esperamos que gostem.

 

José Antonio Llorente
José Antonio Llorente
Sócio Fundador e Presidente da LLYC

Como especialista em comunicação corporativa e financeira, ao longo dos seus mais de 25 anos de experiência assessorou numerosas operações corporativas – fusões, aquisições, desinvestimentos, joint ventures e colocação em bolsa –. É o primeiro profissional espanhol que recebe o prêmio SABRE Award de Honra pela realização Individual dos objetivos extraordinários – SABRE Award por Outstanding Individual Achievement – um prêmio a nível europeu, concedido pela The Holmes Report. Durante dez anos trabalhou para a firma multinacional Burson-Marsteller, onde foi Conselheiro Delegado. Atualmente é membro do Patronato da Fundação Euroamérica e da Junta Diretiva da Associação Espanhola de Acionistas Minoritários de Empresas Cotizadas. Pertence também ao Conselho Assessor de PME da Confederação Espanhola das Pequenas e Médias Empresas, à Junta Diretiva da Associação de Agências de Espanha, e ao Conselho Assessor do Executive MBA em Direção de Organizações de Serviços Profissionais organizado por Garrigues. José Antonio é Licenciado em Ciências da Informação, ramo de Jornalismo, pela Universidade Complutense de Madrid, e especialista em Public Affairs pela Indiana University da Pensilvânia e pelo Henley College de Oxford.