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Uma palavra domina quase todos os âmbitos da atualidade: incerteza. Os sistemas políticos dos países ocidentais, e a geopolítica global, encontram-se num momento de profundas mudanças cujo impacto apenas começamos a notar. A Inteligência Artificial transforma o acesso ao conhecimento e as rotinas de trabalho. Os valores transformam-se à medida que novas gerações chegam à idade adulta com renovadas visões do mundo. Tudo muda: o clima, o comércio, as redes.
A sensação é que tudo está em fluxo. E que hoje são mais recorrentes que nunca os momentos da verdade: esses instantes em que os indivíduos, as empresas e as sociedades têm de olhar em volta, interpretar a conjuntura e tomar decisões transcendentais que decidirão o seu futuro e o dos seus stakeholders. É uma obrigação que por vezes produz vertigem. Mas também é o desafio mais estimulante.
Por isso a nossa revista UNO transformou-se numa plataforma exclusivamente digital. Nela, e com uma frequência mais ajustada à atualidade, as vozes mais interessantes da academia, do jornalismo, da empresa e da consultoria refletirão sobre o futuro e abrirão as conversas mais importantes sobre os desafios que este coloca. O nosso objetivo é criar um grande diálogo, porque para adiantar o futuro o melhor que podemos fazer é trocar conhecimentos, contrastar intuições, partilhar experiências, neutralizar enviesamentos e chegar a visões partilhadas. Não se trata de prever de maneira infalível, mas de desenhar e conformar entre todos o que vem a seguir, e abordá-lo de mãos dadas.
Por isso, nos primeiros textos que esta nova plataforma publica, abordamos algumas das questões mais cruciais do nosso tempo. Em primeiro lugar, as profundas transformações geopolíticas, que põem fim à ordem global tal como a conhecíamos. Esta mantinha uma estabilidade relativa, contava com mecanismos multilaterais e estabelecia um quadro de livre comércio. Hoje tudo isso se encontra em retrocesso. O que tem uma importância crucial para as empresas e para os decisores.
Mas, em segundo lugar, também quisemos iniciar a transformação da UNO ao abordar a ameaça da desinformação neste mundo em mudança. Num momento em que nos sentimos assoberbados pelas ameaças da deturpação ou das invenções maliciosas, como se pode comunicar com rigor? Que velhas virtudes do jornalismo são mais necessárias que nunca? Como afeta tudo isso a reputação e a credibilidade?
A conversão da UNO, de uma revista que era paper first para uma plataforma que é digital only, e de um produto editorial periódico para uma conversa permanente, é um reflexo do espírito da LLYC. O nosso fundador, José Antonio Llorente, sempre apostou no pluralismo e nas virtudes da conversa. E hoje a companhia entende que o grande desafio consiste em compreender qual será a mentalidade do futuro —The Next Mindset, chamámos-lhe— e em utilizar todas as ferramentas disponíveis para acompanhar os nossos clientes e parceiros em direção a ela. Nesse caminho serão fundamentais, como sempre, a criatividade, a influência e a capacidade de inovação. Mas de maneiras novas.
Não se podem ignorar as mudanças que se aproximam, nem pensar que não afetarão o nosso setor ou a nossa empresa. Não se pode pensar que podemos prosperar sem tomar decisões audazes. E seria um erro renunciar àquela que continua a ser a maneira mais útil de imaginar e conformar o porvir: a mistura de liderança com conversa. De ousadia com diálogo.
Num momento de grandes incertezas, a LLYC quer acompanhar os seus clientes e parceiros, mas também a sociedade em geral, nessa grande aventura que é a descoberta, e a conformação, do futuro. Os tempos exigem-no. Mas também a paixão pelos desafios e pela tomada das decisões adequadas nos instantes decisivos.